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Jake Bugg + Jorge Palma @EDPCOOLJAZZ (25.07.2017)

A noite de 25 de Julho foi guardada para dois artistas a solo, mas nem por isso o público se aborreceu. Primeiro Jake Bugg na guitarra e depois, Jorge Palma no piano.

Ao contrário dos outros dias não havia lugares marcados e às 19h30, já se começava a formar uma fila à entrada do recinto. As portas abriram sensivelmente às 20h30 e o concerto do rapaz de Nottingham estava previsto para as 21h30. Atrasou-se uns minutos, mas compensou no final com um tempo extra. Quando Jake entrou, uma multidão de jovens dirigiu-se para a frente do palco mas logo foram impedidos de ficarem em pé pelos seguranças, que se viram aflitos para segurar o entusiasmo daquela plateia. Como não os conseguiram tirar dali da frente pediram que se sentassem no chão e assim foi.

O mesmo não se sentiu com Jorge Palma e é por esse motivo que  a noite devia ter começado com o artista português, por por uma questão de “clímax musical”.  Seria uma estratégia para segurar até ao fim os jovens que foram para ouvir Jake Bugg – o artista internacional – e para dar a conhecer o seu repertório à malta mais nova. Apesar de Jorge Palma ser um artista com muitos anos de carreira, as suas canções rondam sempre o mesmo género, que justifica a presença das cadeiras. Já o trabalho do britânico de 23 anos, passa por vários registos sem sair de um estilo muito próprio, na qual dificilmente se consegue estar sentado.

Numa perspectiva inversa, o facto de a noite ter começado pelo artista britânico fez com que o público mais adulto e mais apologista da música portuguesa ficasse a conhecer o seu talento. Mas a energia de Jake Bugg e o êxtase daqueles que o foram ver, certamente teria prolongado um pouco mais o serão. O público pediu alguns dos seus êxitos como «Two Fingers» e «Broken» e ele satisfez esses pedidos, agradecendo humildemente as salvas de palmas no final de cada música. Tocou duas canções do seu próximo álbum, que será lançado no início de Setembro, das quais uma delas foi estreia em palco (segundo o que o próprio disse) e promete estar disponível já nas primeiras semanas de Agosto. Teria satisfeito muitos mais pedidos e presenteado o público com mais surpresas se lhe fosse permitido ficar mais tempo. Foi até chamado para o encore, mas a equipa de staff já começara a preparar o palco para Jorge Palma.

Jorge Palma para além do piano incluiu, no final do seu concerto, o próprio público do edpcooljazz com imagens ao vivo que estavam a ser projectadas numa tela disposta ao fundo do palco. Sempre descontraído e com um charme muito particular, recebeu o chamamento dos aplausos para regressar ao palco e voltou a sentar-se ao piano para mais duas canções, uma delas a épica «Encosta-te a mim», que não podia faltar. A propósito de duas actuações intimistas e a solo, este dia de festival resume-se a um dos desabafos que o autor de «Só» fez em palco “Eu falo muito da solidão. Nem sempre é negativo, às vezes faz falta.”



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