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Minta & The Brook Trout lançam “Stretch”

Novo disco apresenta oito temas e estreia ao vivo a 18 de Setembro no B.Leza, Lisboa.

Já está disponível em todas as plataformas digitais “Stretch”, o quinto álbum de Minta & The Brook Trout. Este lançamento marca mais de um ano de composição, gravação e partilha, com singles divulgados desde Julho de 2024 e culmina agora num disco de oito faixas, editado com o apoio da Fundação GDA. O grupo apresenta o novo trabalho num concerto especial de apresentação a 18 de Setembro, no B.Leza, em Lisboa, com edições físicas em CD e Vinil à venda no local.

“Stretch” traduz a elasticidade criativa que marcou todas as fases deste disco. Francisca Cortesão, voz e autora das canções, reflete sobre o longo processo de produção, onde cada tema foi ganhando corpo entre ensaios, gravações e mudanças subtis nos arranjos e estruturas. O título do álbum representa esta ideia de adaptação constante, com a banda a esticar e encolher regularmente sem perder a essência. Nesta nova etapa, juntam-se à formação habitual (Francisca Cortesão, Mariana Ricardo, Margarida Campelo e Tomás Sousa) o guitarrista e teclista Afonso Cabral, cuja integração foi oficializada após os concertos de “Demolition Derby”, em 2021.

Nas gravações, além dos membros principais, participam duas artistas internacionais: Shelley Short, de Portland, que colabora em «Please Make Room For Me Please», e Tamara Lindeman (The Weather Station), em «Born To Be Mild». Os singles que anteciparam o álbum — «Cantaloupe», «Random Information» e «Please Make Room For Me Please» — refletem a delicadeza lírica da banda, apoiada em arranjos feitos coletivamente e produção partilhada por Mariana Ricardo e Francisca Cortesão.

O disco foi gravado no estúdio louva-a-deus, em Lisboa, por Nelson Carvalho e Tiago Correia, com mistura final no Golden Pony por Eduardo Vinhas e masterização assinada por Mário Barreiros em Vila Nova de Gaia. A edição física traz capa de José Feitor e design gráfico de Pedro Serpa, numa parceria que reforça o espírito independente e colaborativo do grupo.

No universo das suas canções, “Stretch” oferece-nos oito momento distintos, com todas as canções escritas por Francisca Cortesão e arranjadas pela banda.

«Economy Class». É Minta & The Brook Trout “textbook”. Uma canção que parece sempre em contenção, mas que na realidade nos deixa de barriga cheia, seja pela voz inconfundível de Francisca Cortesão, seja pela melodia envolvente que a guitarra e os teclados lhe conferem.

 «Cantaloupe». Incentiva a uma degustação, com tempo, de olhos fechados, a aproveitar aquele delicioso sol de final de dia que o final de Agosto e o início de Setembro nos oferece.

«Hope And Fiction». É um passeio pelo universo de Minta; uma canção que pisca o olho ao folk dos Estados Unidos da América, sem que sacrifiquem a sua identidade.

«Born To Be Mild» (com The Weather Station). A história de amizade com Tamara Lindeman, mais conhecida pelo nome de palco de The Weather Station, já vem de trás, como Francisca Cortesão já por várias vezes o referiu. Esta canção é um passo no reforço desta amizade e uma (muito) boa causa para se pensar numa colaboração mais extensa. Porque não? Fica a sugestão. Há versos que verdadeiramente identificamos com a banda e, por vezes, com nós próprios, de uma forma mais assertiva. “I wasn’t born to be wild / you take a little getting used to / I wasn’t born to be mild”

«Please Make Room For Me Please» (com Shelley Short). A amizade com Shelley Short já tem mais de uma década, com início numa noite fria e chuvosa em Portland, no estado de Oregon. A materialização desta amizade no dueto apenas terá pecado por tardia. E é tão fácil arranjar espaço para esta canção.

«Your Closeted Dreams» faz-nos pensar. Pensar sobre aqueles sonhos que temos “arrumados” cá dentro, que de vez em quando, timidamente, procuram vir cá para fora, mas que nós muitas vezes teimamos em empurrá-los para dentro novamente, na esperança de mais coragem, de os melhorarmos ou do momento certo que sabemos bem lá no fundo que muitas vezes, pura e simplesmente não existe.

«Random Information». Será que aquilo que escrevemos, nas mais diversas formas, no fundo se resume a informação aleatória? Talvez, se absorvida fora de contexto ou sobre o grande prisma das coisas. Algo escrito num post-it pode ter um significado profundo e importante para quem a escreveu. Pode ser um pilar de confiança. Mesmo que no fundo se resuma a algo escrito num minúsculo pedaço de papel amarelo em forma de quadrado. E isto traz-nos à maravilha que pode ser escrever uma canção sobre o bem que faz escrever uma canção, que nos ajuda a sentir um pouco menos inepto, a ter um guião. Conforta. “this little art has made me feel a little less inept / this little art has filled my time and given me a script / were I to go without it what would fill my sit-down days?”

«Bagno Elena». O teclado faz-nos a cama, mas no embalo que o som dos instrumentos nos trás, esconde-se uma canção carregada com alguma tensão, mas mesmo assim, conseguindo manter a beleza que caracteriza as canções de Minta & The Brook Trout.

Desde a estreia em 2009, Minta & The Brook Trout impôs-se como uma referência discreta, mas constante na cena nacional, lançando discos que exploram novas sonoridades — “Minta & The Brook Trout” (2009), “Olympia” (2012), “Slow” (2016), e “Demolition Derby” (2021). “Stretch” lança a banda numa nova etapa, onde a elasticidade das canções e dos músicos se revela num disco maduro, diverso e coeso. A apresentação ao vivo, marcada para 18 de Setembro no B.Leza, Lisboa, promete mostrar inéditos e versões especiais, num espectáculo onde se celebra a renovação criativa constante do projeto.

Com produção executiva da equipa louva-a-deus e o apoio do Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores, este quinto álbum confirma Minta & The Brook Trout como um dos colectivos mais imaginativos e consistentes da música portuguesa atual.



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