Não me Importava Morrer, se Houvesse Guitarras no Céu

Em associação com a Povo Lisboa A música portuguesa a gostar dela própria apresenta, dia 7 de Junho pelas 20h30, no Music Box, a ante-estreia do filme Não me importava morrer se houvesse guitarras no céu. A estreia do documentário, com data a anunciar, terá lugar no Pico, Faial e restantes ilhas dos Açores, bem como em Lisboa, onde estarão presentes músicos provenientes da ilha do Pico, para juntos dançarmos a Chamarrita.

Não me Importava de morrer se houvesse guitarras no céu é um documentário do realizador Tiago Pereira, financiado pela direcção regional de cultura do Governo Regional dos Açores, que se dirige para uma consciencialização da opinião pública portuguesa sobre a existência e o valor único do seu património imaterial, em especial de uma prática musical coreográfica, proveniente dos Açores, a Chamarrita.

Com este trabalho, pretende-se descobrir e transmitir as influências a que estas comunidades foram expostas e o modo como se foram actualizando nas suas práticas quotidianas, num paralelismo constante e dinâmico com a história nacional. Esta dança é praticamente desconhecida no Continente Português mas, hoje em dia, especialmente nas ilhas do Faial e Pico, está muito viva e activa em vários tecidos da comunidade. Assim, procurar-se-á descobrir o que são hoje estas danças e como se envolvem com as pessoas, como se misturam com outros contextos e com outros sujeitos, como um músico personagem que procura na Chamarrita sons que o cativem, técnicas especiais de tocar a viola da terra, formas em que a dança se funde com as ilhas e com o seu isolamento. Propõe-se também contribuir para mudar a mentalidade negativa de olhar e pensar a cultura tradicional e popular portuguesa, dando a conhecer uma ideia de cultura bem mais rica e singular do que se possa suspeitar. Quer-se provocar um olhar renovado para as particularidades das práticas quotidianas que muitas vezes se desprezam, banalizam ou se perdem com o desaparecimento das gerações mais velhas. Ensinar as pessoas a considerar e a valorizar o seu património imaterial local. É urgente uma alfabetização da memória que ajude a criar em confiança, uma identidade contemporânea, saudavelmente inscrita no passado mas a reflectir as inovadoras perspectivas do seu futuro.

Entrada Livre



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