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Omen + Ironsword + Dawnrider @ RCA Club (04.05.2017)

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O início do mês de maio ficou marcado, para muito público aficionado do Metal, pela estreia dos norte-americanos Omen, em Portugal. A veterana banda de Power Metal tocou no RCA Club, na capital, a 4 de Maio, sendo que marcou presença, no dia anterior, no Cave 45, na cidade do Porto. Na data em Lisboa, além da presença dos Omen, o cartaz do espectáculo foi de luxo, contando com adição dos nacionais Ironsword e Dawnrider. Estava tudo preparado para uma grande noite de puro Metal e assim foi.

Os Dawnrider iniciaram a noite de concertos ainda com a sala da espectáculos a compor-se, tanto que afirmaram que os que estavam a assistir eram poucos mas bons. A banda de Doom Metal clássico foi autora de uma performance convicta e enérgica, desfrutando do bom som do RCA, tendo metido o público a fazer headbanging em algumas das suas músicas, com destaque para a enorme «Demons». De realçar também a boa integração no grupo do novo vocalista/baixista Filipe Relego. Nota muito positiva para a actuação de um dos melhores representantes do Doom português.

Quem também defende da melhor forma as cores nacionais, neste caso, no que diz respeito ao heavy metal tradicional, são os Ironsword. Além do mais estes não fazem muitas aparições ao vivo e, por estas duas razões, a inclusão da banda liderada pelo vocalista/guitarrista Tann, no mesmo cartaz de Omen, foi mais do que acertada. Este trio não deixou créditos por mãos alheias, entrando a todo o gás com o seu Heavy Metal rápido, pujante e épico, parando pela primeira vez apenas no final da quarta música. Tann deu as boas noites ao público lisboeta, referiu que aquela noite era especial, por ser a primeira vez dos Omen em Portugal e agradeceu aos espectadores que foram ao RCA fazer a festa. Depois tocaram músicas como «Ring of Fire», uma surpresa intitulada «Heavy Metal Storm» – um novo tema bem ao estilo Ironsword que irá pertencer ao próximo álbum e «Fear the Night», um dos destaques do alinhamento. Ainda houve tempo para Tann dedicar «Road Warriors» ao pessoal do true metal e a velhinha «Burning Metal» que terminou em grande um óptimo concerto.

Após uma pequena intro, Kevin Goocher, o actual vocalista dos Omen, dirigiu-se ao público, gritando “Are Your Ready” com todo o entusiasmo, como que a preparar todos para o que aí vinha. A banda protagonizou um início fortíssimo com três temas do seu melhor álbum, o clássico “Battle Cry”, tendo os fãs correspondido ao cantar os refrões. Falamos das músicas «Death Rider», «Last Rites» e «The Axeman». Não é só do passado que vivem os Omen, por isso estes apresentaram uma novidade, intitulada «Up To The Deep», música presente num vinil que a banda acabou de lançar, em conjunto com os gregos Battleroar. «Ruby Eyes (of the Serpent)» foi mais uma faixa bem recebida, que meteu o público a fazer metal horns e em seguida os Omen tocaram “Hammer Damage”, tema título do último álbum que arrefeceu um pouco os ânimos. O vocalista, demonstrado a sua humildade e bom gosto, declarou ter gostado das actuações dos Dawnrider e Ironsword. «Dragons Breath» foi mais um ponto alto, com o único membro fundador presente e único guitarrista, Kenny Powell, a dar espectáculo ao tocar o seu instrumento junto a um público entusiasta. «Warning Of Danger» meteu quase todos os presentes a cantar. Na mais calma «Hell’s Gate» Powell voltou para perto dos espectadores, no momento do solo de guitarra, sendo importante referir que a banda revelou nunca ter tocado esta música até à presente tournée. Seguiu-se uma forte interpretação da veloz «Termination». No final do tema, o público começou a gritar o nome da banda e o vocalista agradeceu. «Teeth of the Hydra», a única representação ao vivo, neste concerto, do álbum “Curse”, estava guardada para a recta final. Estava quase a terminar esta noite de Metal mas ainda houve tempo para «Battle Cry», com o público a cantar e de punhos no ar. «Die by the Blade» revelou-se como o final fantástico que este evento merecia. Depois da manifestação de aprovação por parte dos fãs, no culminar deste aplaudido concerto, é expectável que os Omen não demorem mais 34 anos para regressar.

Texto por Mário Rodrigues e fotografia por Ana Carvalho.



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