OmniumGatherum_03.11.2017-3

Omnium Gatherum + Skálmöld + Stam1na @ RCA Club (03.11.17)

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Aconteceu no passado dia 3 de Novembro, no inevitável RCA Club, em Alvalade, mais uma noite de concertos de metal, cujos protagonistas foram os finlandeses Omnium Gatherum e Stam1na bem como os islandeses Skálmöld. A segunda banda supracitada não é tão conhecida como as outras duas mas a qualidade também está presente na mesma. Com três bandas de bom nível no mesmo cartaz esperava-se entretenimento garantido, sendo que quem assistiu a estes três concertos, não saiu defraudado da sala da espectáculos lisboeta.

Os Stam1na já existem desde o mesmo ano (1996) do que os Omnium Gatherum mas não gozam de tanto reconhecimento como os seus compatriotas. A banda referiu mesmo contar com 21 anos de carreira e 7 álbuns dos quais saíram os temas que foram tocados nesta noite.

Pode-se afirmar que a sonoridade destes finlandeses estranha-se e depois entranha-se e foi mais ou menos isso que aconteceu neste espectáculo. O público até aderiu e aplaudiu desde o início mas de forma progressiva foi reagindo melhor aos temas. Tanto assim foi que após o término do terceiro tema um dos espectadores disse, de modo a que todos ouvissem, que nunca tinha ouvido a banda anteriormente, mas que estava a adorar.

A espécie de thrash alternativo e algo progressivo praticado por este quinteto, tem o seu quê de originalidade e agradou aos presentes no RCA. Vários membros da banda mostraram-se muito comunicativos, como o vocalista/guitarrista, o outro guitarrista e o baixista, e pareceram entusiasmados com a receptividade do público.

Destacaram-se temas impronunciáveis como «Meidänkaltaisillemme» e «Kadonneet Kolme Sanaa» quase no final da actuação.

Antes do início do primeiro tema dos Skálmöld, já o público gritava pela banda, um sinal de que haviam muitos fãs dos islandeses, presentes na sala de espectáculos. De facto, desde o início do concerto, que o sexteto teve direito a um público entusiasta que quer a pedido da banda quer espontaneamente, foi aderindo a todos os temas.

Os fãs tiveram direito a uma nova música, «Höndin sem Veggina Klórar», tocada pela primeira vez em Lisboa e que faz parte do novo split que os Skálmöld lançaram em conjunto com os Omnium Gatherum.

Os membros da banda encontram-se todos juntos desde 2009, o que se nota no seu entrosamento, ao vivo, a nível instrumental e vocal. Neste colectivo todos tocam e todos ajudam a nível das vocalizações, embora o guitarrista Björgvin Sigurðsson seja aquele que canta durante mais tempo.

A banda teve direito às reacções mais efusivas da noite fruto de temas como «Gleipnir», «Narfi», «Miðgarðsormur» e «Kvaðning», entre outros.

Para o final ficaram guardados os Omnium Gatherum, que não eram cabeças de cartaz e sim co-headliners com os Skálmöld. No entanto foi a banda finlandesa que encerrou e bem esta noite.

O grupo baseou a sua forte setlist em temas dos seus últimos quatro trabalhos, com supremacia para os mais recentes álbuns “Behold” e “Grey Heavens” que monopolizaram quase todo o concerto. A mid-tempo «Skyline» resultou em pleno, logo na fase inicial da actuação, com o público de braços no ar após solicitação de Jukka Pelkonen. No final desse mesmo tema o vocalista referiu que era muito divertido estar lá com o público e fazer headbang, tendo pedido para que todos o fizessem juntos, o que aconteceu de seguida em «New Dynamic».

A força gutural do vocalista e a melodia das guitarras conquistaram o público, desde cedo, mas foram temas, tocados quase ao cair do pano, que fizeram a diferença como foram os casos da cacthy «The Unknowing», a memorável «The Sonic Sign» e uma «New World Shadows» que fez todo o público abanar a cabeça. Uma música do calibre de «Ego» tardou mas não falhou tendo pertencido já ao encore.

O vocalista Jukka Pelkonen interagiu imenso com os presentes, durante todo o concerto, tendo agradecido ao mesmo a cada tema que terminava e afirmou, quase no final, que a banda vai voltar porque o público foi demais.

Os Omnium Gatherum também foram bons assim como as restantes bandas, o que proporcionou uma agradável noite de Outono, aos espectadores.

 

Texto por Mário Rodrigues e fotografia por Hugo Rebelo.



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