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“Os Descendentes”

Um dos grandes nomeados para os Óscares de 2012. Um dos possíveis vencedores da cerimónia.

Merecido, não merecido? Eis a eterna questão. Na minha opinião… sim!

Não que seja um filme fora de série, original de uma ponta à outra, com dramas diferentes dos habituais, não. A verdade é que um filme relativamente simples pode ter um impacto extremamente grande.

É o que acontece com este “The Descendants” (“Os Descendentes”). Um filme leve, fácil de ver, talvez um pouco duro de gerir as emoções mas, no seu todo, um grande filme.

Alexander Payne, que realizou também “Sideways”, traz-nos um doce cenário. Todo o filme se passa no Havai, levando logo muitos pontos positivos, por isso mesmo. Toda a envolvência neste ambiente incrível de bonitas paisagens, alegres praias e doces temperaturas, nos faz ficar deliciados só de olhar para o ecrã.

Com uma banda sonora melhor ainda, é contada uma história familiar bonita e forte, em que pai e filhas se vêem envoltos numa situação difícil para qualquer um. Um drama familiar que pode acontecer a qualquer pessoa faz com que o nosso coração bata com mais força em certas situações. A lágrima é difícil de evitar e a tristeza fácil de chegar a nós.

George Clooney, se ainda restava alguma dúvida, consegue dissipar-se neste filme… Um actor extremamente competente, que se consegue encaixar em qualquer tipo de história e que consegue também envolver qualquer pessoa no papel que está a desempenhar.

Com Matt King, George Clooney mostra-nos um pai que em tempos vivia apenas para o trabalho, deixando a família muitas vezes em segundo plano, mas que se vê obrigado a mudar os seus hábitos, começando a fazer um trabalho extraordinário na aproximação às suas filhas.

Shailene Woodley e Amara Miler conseguem, com a sua tenra idade, ter um papel fortíssimo e até emocionante. São filhas amarguradas, aluadas e distantes, que sofrem em silêncio a dor da morte da sua mãe. Aprendendo também a começar uma nova relação com o próprio pai, estas meninas conseguem transparecer como água a revolta de alguém que não se sente amado e acarinhado.

Num todo, este filme é cheio de emoções, tocando nos temas reais da vida diária e conseguindo, principalmente, chegar ao coração de cada um, de uma forma muito especial.



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