PINA BAUSCH: Um ano depois

A 30 de Junho, a partir das 18h30 e até às 24h00, o São Luiz recorda Pina Bausch, um ano depois do seu desaparecimento. Pina Baush dançou pela última vez “Café Müller” no São Luiz. Foi em 2008, no âmbito do festival que lhe era dedicado pelo Teatro em co-produção com o Centro Cultural de Belém. Esse festival, à semelhança do dia “Um ano depois”, justifica-se não só por Pina ter sido uma criadora seminal ao século XX mas também porque a sua passagem por Portugal, em variadas ocasiões, marcou profundamente a nossa criação.

A morte de Pina Baush deixou também um enorme vazio e, um ano depois, pretende-se olhar para Pina, pensá-la pensando também o futuro.

Cláudia Galhós acompanhou o percurso de Pina Bausch e as suas visitas a Portugal. Em 2008, durante o festival, começou a escrever o livro que agora se apresenta: “Pina Bausch – Sentir Mais (Ein Stück für Pina Bausch)” (Dom Quixote). Num relato pessoal, a autora dá-nos a conhecer Pina Baush, o seu trabalho, as formas da sua relação afectiva e apaixonada com o mundo, e o seu impacto na criação contemporânea. Um percurso emocionado numa história contada de forma fragmentária, seguindo a própria ordem livre das obras da directora do Tanztheater Wuppertal. Nas palavras da autora “Uma viagem construída ao sabor das impressões visuais, temáticas, biográficas, ficcionais, e muito humanas, que o universo da coreógrafa alemã inspira, num olhar a partir de Lisboa, e com factos históricos e questões artísticas nunca antes reunidas num livro dedicado a Pina. E com amor.”

A partir da premissa de pensar o futuro a partir do legado de Bausch, o São Luiz encomendou, em co-produção com a RTP2, Fundação Calouste Gulbenkian, Goethe Institut e CCB, um novo filme a João Salaviza, o jovem cineasta que em 2009, marcou a presença portuguesa no Festival de Cannes com a conquista da Palma de Ouro para Curta-metragem.

A terminar o dia, reúnem-se em conversa António Mega Ferreira (moderador), Cláudia Galhós, Fernando Lopes, José Sasportes e Luísa Taveira, parte da teia de relações estabelecidas pela coreógrafa nas suas múltiplas visitas a Portugal.



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