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Portugal Fashion Timeline – Dia 3

Jovens, conceituados e famosos

Esta sexta-feira o Portugal Fashion começou no espaço Bloom com os desfiles da MODATEX. Foram atribuídos os prémios aos vencedores do “Agulha de Ouro”; o jovem designer Carlos Couto em 1º lugar e em 2º a dupla de designers Mafalda Fonseca e Sofia Macedo.

Carlos Couto apresentou a sua coleção “Uncommon” inspirada no urbanismo mundano e numa sociedade poluída visualmente onde o “eu” não se sente confortável numa sociedade regida e ditada por regras e valores onde o “eu” acaba por criar o seu próprio caminho e as suas próprias regras. Expressa-se então através de uma paleta de cores em tons escuros e materiais rudes como as napas termocoladas, malhas com membrana, tricôs e jacquards.

Na sala Poente, a dupla Alves/Gonçalves dita as novas tendências para a próxima coleção primavera/verão através das silhuetas direitas complexas nos detalhes. Os tecidos a preto-e-branco fluem através de cortes e aberturas em vestidos de seda e gabardinas de algodão.

Mais tarde Diogo Miranda marca com ritmo as silhuetas ultraestruturadas e justas aos volumes e cortes largos, com um look desportivo e confortável. Entre padrões subtis, aplicação de espelhos e lantejoulas em algumas peças, o estilista apresenta também um lado de cariz sexual transmitido pela silhueta justa ao corpo e pelo grande apelo ao erotismo. Uma paleta de cores muito simples com tons neutros, mas de pôr a vista em cima!

Felipe Oliveira Baptista, um nome bastante ouvido no mundo da moda, sugere-nos espontaneidade, intensidade e energia. “Masters Of Ceremony”, o nome da sua colecção inspirada nos movimentos hip hop e graffiti e em fortes conflitos sociais e raciais leva o artista a fundir as influências num estilo naturalmente pessoal e único. Através de cortes assimétricos desproporcionalmente geométricos, os padrões camuflam-se subtilmente por baixo dos tecidos tornando as peças misteriosas e sedutoras.

TmCollection by Teresa Martins, com o tema “Raízes”, deixou o público um pouco reticente quando surgiram modelos com uma idade mais madura. Ao longo do desfile começou a fazer sentido, uma vez que a colecção revela dedicar-se às “Histórias escondidas que nos moldam e permitem crescer e um dia partir”.

Esta colecção, ideal para uma mulher mais madura, é marcada por um estilo meio “hippie”, meio “camponês” ou até mesmo “a mulher do pescador”.

Repleta de cores e energia, é uma colecção muito eclética com mistura de padrões, tecidos, chapéus, lenços e tecidos esvoaçantes, tal como diversos acessórios para complementar o conjunto.

No espaço Bloom, Elionai Campos apresenta a sua coleção “T-zion”, inspirada numa terra sagrada localizada no sul da Ásia, destinada aos fiéis após o “Armagedom” sugerindo alguma introspeção, ambiguidade, elementos positivos e negativos num carácter fanático/religioso, T-zion mostra-nos casacos largos e descontraídos de mangas sobrepostas, calções largos e compridos, saias transparentes e a inexistência de costuras.

João Melo Costa apresentou a sua coleção “Stress Loop Ss 13” inspirado pela ideia de “O stress move, a ideia surge e o foco passa para algo que ainda vai ser”. Palavras como aparição, coordenação, ritmo, deslocações, limite, brancas, decisões e fervilhar foram as motivações do artista ao apresentar a sua colecção em tecidos de algodão, pele e acrílico, com estampados digitais e manuais, cortes e gravações a laser.

Por fim, Michael Bastian, inspirado na paleta de cores da pintora americana Helen Frankenthaler, traz propostas para o sexo masculino num estilo casual através de tecidos leves, como o linho, ganga japonesa algodão/nylon e cachemira. Remete-nos para “uma festa à beira da piscina impregnada e salpicada de disco sound ao estilo Frankenthaler, que não ousarias perder”, com um look super descontraído.



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