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Prémio Yorn MOTELx 2013

O MOTELx a valorizar o que é português!

Tal como mencionámos quando apresentámos a programação do festival, desde 2009 que é atribuído o Prémio MOTELx – Melhor Curta-metragem de Terror Portuguesa. Este ano, quase tudo decorreu exactamente nos mesmos padrões, à excepção de uma nuance: a designação do prémio foi outra, porque a Yorn foi o patrocinador principal do festival. Como tal, atribuíram o Prémio Yorn MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2013.

E quem terá sido o vencedor? Vamos recordar os nomeados:
“Bílis Negra” (2013);
“O Coveiro” (2013);
“Desespero” (2013);
“Hair” (2012);
“Herdade dos Defuntos” (2013);
“Longe do Éden” (2012);
“Monstro” (2013);
“Nico – A Revolta” (2013);
“Sara” (2012).

 

E o “Óscar” foi para… “O Coveiro”, de André Gil Mata! Muitos parabéns ao vencedor e aos nomeados!

Sobre a curta-metragem vencedora, o júri disse: “A sua concepção extraordinariamente poética, cumprindo o melhor da tradição literária do horror, a sua composição técnica irrepreensível e de grande originalidade e a criação de uma história sobre marginais redimidos pelo amor e as estranhas criaturas da noite que povoam as trevas (…) combina o maravilhoso, o onírico e o horror.”.

Nem mais, nem menos. Creio que a decisão do júri, formado por Safaa Dib, Nuno Markl e Thierry Philips, foi justa. “O Coveiro” é, de facto, uma curta muito especial e que se distinguiu bastante de todas as outras que foram apresentadas durante o festival. A preto e branco, com uma história aparentemente simples, que pode fazer lembrar um conto de terror infantil, e uma componente cantada e particularmente poética, teve a capacidade de encantar os espectadores!

Para além disso, foi atribuída uma Menção Honrosa a “Desespero”, de Rui Pilão, não só pelo facto desta curta demonstrar de uma maneira perturbadora, que deixa o público desassossegado, um lar que enlouquece pelo desemprego do pai de família, como pela estruturação que Rui Pilão conseguiu dar aos elementos que compõe a história.

Infelizmente, algumas das restantes curtas-metragens não foram assim tão felizes, pois a sua qualidade ficou aquém das expectativas que, inevitavelmente, se impõe a curtas apresentadas num festival como o MOTELx, e outras não fizeram jus ao género cinematográfico do festival…

Muitas vezes, depois da sua exibição, os espectadores interrogavam-se: “Mas trata-se de uma curta de terror?”. Penso que a questão que se impõe é que, por vezes, as curtas até tinham a sua qualidade, não só no que diz respeito ao seu argumento como tecnicamente, mas por estarem a ser expostas num contexto que não era o mais adequado, o público não tinha tanta disponibilidade para as apreciar.

Ainda assim, o MOTELx demostrou, mais uma vez, a sua preocupação com a divulgação de produções cinematográficas nacionais, e os portugueses deslocaram-se a uma sala de cinema para admirar e criticar o que é feito no nosso país! Só assim é possível que o cinema português evolua, cresça e vá mais além!



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