DocLisboa integra Doc Alliance
O DocLisboa disponibilizará um conjunto de sete filmes premiados nas edições de 2010 e 2011 para visionamento gratuito
Em Janeiro deste ano o DocLisboa – Festival Internacional de Cinema tornou-se membro do projecto Doc Alliance, responsável pelo portal DAFilms, uma organização de festivais de cinema documental europeu que visa a divulgação do género entre os mais diversos públicos.
O filme “Cativeiro”, de André Gil Mata, vencedor na última edição do prémio CPLP – Prémio para a melhor longa-metragem dos Países de Língua Portuguesa, foi escolhido para representar o festival na competição ao prémio Doc Alliance, a atribuir por um júri internacional que terá Francisco Ferreira, crítico de cinema do jornal Expresso, como membro português.
A partir deste ano o festival terá a nova secção Doc Alliance composta por uma selecção de filmes nomeados pelos vários membros da Aliança.
Como forma de celebração desta associação, o DocLisboa disponibilizará um conjunto de sete filmes premiados nas edições de 2010 e 2011 para visionamento gratuito no portal da Doc Alliance. O streaming terá lugar num evento online, entre 25 e 31 de Março, na página da DAFilms.
Filmes que integram o evento online
“Li Ké Terra” de Filipa Reis, João Miller Guerra e Nuno Baptista. Portugal, 2010, 65′
Grande Prémio CGD para Melhor Longa-Metragem da Competição Portuguesa – Doclisboa 2010
“Miguel e Ruben são descendentes de emigrantes cabo-verdianos. Nasceram em Portugal mas não têm nacionalidade. São dois jovens divididos entre a vontade de conseguirem documentos portugueses e as dificuldades quotidianas. O futuro é um território de sonhos e incógnitas, pelo qual lutam diariamente.”
“Snack-Bar Aquáro” de Sérgio da Costa. Suíça/Portugal, 2010, 37′
Prémio CGD para Melhor Primeira Obra da Competição Portuguesa – Doclisboa 2010
“Snack bar Aquário” retrata um bar à beira da estrada, numa vila de província. Numa sucessão de cenas do quotidiano, a comunidade aparece. Quem está unido pelo facto de se sentir em casa. Os protagonistas comem, bebem, discutem, vêem televisão, sempre ali… Todos passam tempo no bar, à espera que algo aconteça.
“Como as Serras Crescem” de Maria João Soares. Portugal, 2010, 28′
Prémio CPLP para Melhor Curta-Metragem da Competição Portuguesa
Em cada ano a salina é preparada para receber as suas serras. A água, a lama, o vento, o sol e o homem são os elementos que conduzem ao novo sal.
“É na Terra, Não é na Lua” de Gonçalo Tocha. Portugal, 2011, 180′
Grande Prémio Cidade de Lisboa para Melhor Longa ou Média-Metragem da Competição Internacional
Em 2007, um homem-câmara e um homem-som chegam à Ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores. Em Pleno Oceano Atlântico, o Corvo é um rochedo alto, medindo 6km por 4km, com uma cratera de vulcão e uma única vila minúscula de 440 pessoas. Gradualmente, a equipa de rodagem é aceite como habitantes, mais duas pessoas a juntar a uma civilização com quase 500 anos de vida mas com poucos registos e memória escrita. Com uma rodagem vertiginosa de vários anos, “É na Terra, não é na Lua”, um longo filme-atlântico, combina registos antropológicos, literatura, arquivos e histórias mitológicas e autobiográficas.
“Yama No Anata” de Aya Koretzky. Portugal, 2011, 60′
Prémio Doclisboa Para Melhor Longa ou Média-Metragem da Competição Portuguesa
“Submerjo nas paisagens do Mondego para onde vim morar com os meus pais em criança, deixando para trás Tóquio, a cidade onde nasci. Através da leitura de cartas que troquei com os amigos e a família que permaneceram no Japão, reflicto sobre a nossa vinda para Portugal e relembro o passado na tentativa de reter a memória efémera, numa viagem com os espíritos que permanecem comigo.”
“Praxis” de Bruno Cabral. Portugal, 2011, 29′
Prémio Doclisboa e ISCTE-IUL para Melhor Curta-Metragem da Competição Portuguesa
Todos os anos, de Norte a Sul do País, os estudantes sujeitam-se a rituais de iniciação ao ingressarem nas universidades. As praxes, organizadas pelos mais velhos, desenrolam-se ao longo de todo o primeiro ano. Assentes em tradições e obedecendo a uma hierarquia estruturada, ganharam uma nova vitalidade na última década. Reúnem cada vez mais adeptos, que exultam com linguagem sexual explícita, jogos de poder e diversas formas de humilhação.
“A Nossa Forma de Vida” de Pedro Filipe Marques. Portugal, 2011, 91′
Prémio Caixa Geral de Depósitos Para Melhor Primeira Obra da Competição Portuguesa
“Lá no alto, o oitavo andar de uma torre azul. O casamento entre o eterno proletário Armando e o consumismo da dona de casa Maria Fernanda sobrevive há 60 anos. Ambos partilham as suas visões como parceiros do mesmo crime, transformando o quotidiano numa breve comédia da vida, onde têm papéis activos como comentadores sobre aquilo que um País em decadência ainda tem para lhes dar. E tudo isso oferecem-nos a nós, como um espelho, que nos permite rir de nós próprios.”
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