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Season of the Witch

Nicholas Cage sob o efeito de calmantes.

Foi com algum receio que fui ver “Season of the Witch”, em exibição nas nossas salas de cinema, dados os últimos desaires de Nicholas Cage. É um filme do americano Dominic Sena, que conta também com Ron Perlman (quem não se lembra do monstro que vivia nos subterrâneos na série dos anos 80 A Bela e o Monstro).

Recuamos até à época em que a Terra se encontrava sob o manto mortal da Peste Negra, onde a Igreja e a Inquisição, sob a espada dos Cruzados, aniquilava todos os infiéis. Após uma sequência inicial de batalhas em nome da fé, Behmen (Cage) questiona a acção dos Cruzados e resolve abandonar esta guerra santa, juntamente com Felson, companheiro das cruzadas.

Considerados desertores, são feitos prisioneiros e como perdão, o moribundo Cardeal D’ Ambroise pede-lhes para levar a um mosteiro longínquo, uma jovem, Claire Foy, que se crê ser bruxa e a causadora de todo o mal. Para silenciar o remorso na sua consciência por tantas mortes, Behmen quer levar a jovem a ter um julgamento justo, contando com a ajuda no caminho de um monge, um vigarista e um jovem aspirante a cavaleiro.

Ao longo do caminho e com algumas mortes acidentais provocadas pela presença do Mal, somos levados a questionar a verdadeira essência da jovem, cuja candura do rosto alterna com requintes de malvadez até que chegando ao mosteiro, todos verificam que afinal ela não é quem aparenta ser.

A fotografia do filme assim como o guarda-roupa estão fiéis à época. Somos embalados por uma pacífica banda sonora sob a batuta de Atli Örvarsson, e as paisagens de vales e florestas completam o figurino.

O terror do filme baseia-se num suspense psicológico, nada monótono e apenas uns efeitos especiais menos bons no final, mancham esta sessão de cinema. A linguagem também poderia ter sido mais cuidadosa e Cage parece estar sob o efeito de calmantes, mas marca o seu regresso aos bons filmes.



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