Sharon Jones & The Dap-Kings @ Casa da Música a 3 de Julho

Nos últimos anos, o revivalismo soul e funk tem crescido e atraído entusiastas por todo o mundo. Sharon Jones & The Dap-Kings estão no centro desse movimento, tendo editado já quatro álbuns numa busca pela recuperação do espírito da música negra de finais dos anos 60 até meados dos 70.

Sharon Jones and the Dap­‑Kings percorreram um longo caminho desde que iniciaram a carreira há uma década. Impregnado dos sons dourados e enérgicos do gospel, soul e funk, este grupo de Brooklyn tem conquistado o público e a crítica graças à autenticidade dos seus álbuns – Dap Dippin’ (2002), Naturally (2005), 100 Days, 100 Nights (2007) e I Learned The Hard Way (2010) – gravados e editados pela independente Daptone Records e que evocam a era analógica liderada por estúdios icónicos como os da Motown e Stax Records. As suas electrizantes actuações ao vivo são responsáveis também por grande parte do sucesso do grupo, que, apesar da dimensão, tem mantido uma agenda intensa na estrada, em clubes de todo o mundo – dos lendários Apollo Theater, Beacon Theater e Central Park’s SummerStage de Nova Iorque aos palcos de Coachella, Lollapalooza, Roskilde, Bonnaroo, Austin City Limits e WOMAD.

Além do culto que lhes tem sido dedicado pelos fãs, a sua música tem igualmente convencido uma série de produtores, músicos e executivos de Hollywood, conduzindo a projectos em colaboração com muitos artistas diferentes. Sharon Jones estreou­‑se no grande ecrã num filme de Denzel Washington, The Great Debaters, no qual representou, cantou e gravou a maior parte da banda sonora. Tem colaborado em estúdio e em palco com personalidades como David Byrne, They Might Be Giants, Rufus Wainwright, Lou Reed e Michael Bublé. E também os Dap­‑Kings têm sido muito requisitados. Colaboraram com o ícone do soul Al Green no álbum vencedor de Grammy Lay It Down (Blue Note); com o produtor Hank Shocklee dos Public Enemy na banda sonora do filme American Gangster; e com Mark Ronson em grande parte do disco Back to Black de Amy Winehouse, premiado nos Grammys (um desses Grammys foi para o líder da banda/produtor Gabe Roth pelo trabalho como engenheiro de som).



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