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The Men | “Open Your Heart”

Rock puro como a água

O Rock é um dos géneros de música que mais subgéneros consegue envolver. Os The Men são detentores de um rock sem pó ou impurezas. Estes quatro rapazes descendentes de uma Nova Iorque multicultural e citadina preservam em “Open Your Heart” uma monstruosidade roqueira que lhes vai no sangue e nos pés, porque é impossível controlá-los. O grupo é constituído por Mark Perro (voz, guitarra), Nick Chiericozzi (voz, guitarra), Chris Hansell (baixo) e Rich Samis (bateria) e estiveram em Fevereiro deste ano na ZDB pela primeira vez no nosso país.

O substituto de “Leave Home”, editado em 2011 e recebido de braços abertos pela crítica, tem como nome “Open Your Heart”. Neste novo trabalho, o punk também teve ordem de soltura e as influências dos Ramones são sentidas e ouvidas a quilómetros de distância.

«Turn it around» é um eco ao rock americano construído na década de 90 cuja voz de Mark Perro se assemelha a um Dave Grohl. E não é a letra “Oh, baby girl I’m gonna find you/ When the truth comes out/ I wanna see you when you try so hard/ I wanna see you when you turn it around” que faz deles uns rapazes que compõem música fofinha. Em «Country Song» escutamos uma bela melodia levada pelos caminhos de experimentação e exploração sonora, mas que acaba por resultar bastante bem e até daria uma excelente música para ilustrar um final de tarde até ao Grand Canyon, por exemplo. Já «Oscilation» remete para outro bem-estar, uma sensação de punk rock dos subúrbios de uma Inglaterra que acabou por dar ao mundo grandes estrelas deste movimento, se é que podemos chamar assim. «Please Don’t Go Away» são as palavras de ordem para a canção que se torna viciante e com uns “ooohhh ohhh” fantasmagóricos. Em «Candy» a transformação melódica para ma espécie de balada é a antítese de «Cube» cujos riffs de guitarra soam como arranhões na pele e nos pode levar a cometer algumas loucuras. Para terminar, «Present» e «Ex-Dream» funcionam também como opostos, mas que se misturam em harmonia com as restantes canções do disco.

Dez canções, dez músicas totalmente diferentes entre si e com ritmos bastante ousados e distintos. Nenhuma das músicas ganha vantagem entre si. Todas concorrem ao lugar de boas canções, dispostas a provar que a confiança influencia os homens a criar artifícios para criar boas obras de arte, ao invés de ser a piedade e o sofrimento de perder algo ou alguém a servir de catalisador. Os The Men apenas fazem o tipo de música que eles próprios desejam ouvir e que outras tantas pessoas gostem de ouvir, qualquer que seja o género.

O título do álbum não parece ter sido escolhido ao acaso. Se abrirmos o nosso coração, sentimos que são canções puras e que nos remetem, cada uma delas, para uma actividade extra-sensorial e outras dimensões. Conselho básico para desfrutar muito bem deste disco: pega numa cerveja ou numa cidra, coloca as colunas no máximo e deixa-te levar! Fuck Yeah!



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