Thee Eviltones @ Roterdão Club (02.04.2013)

Thee Eviltones @ Roterdão Club (02.04.2013)

Músicas tocadas com intenções bravias e descomplexadas: o rock and roll continua a “contaminar-se” entre gerações

Lisboa, 2 de Abril – local Roterdão club; local escolhido para mais um concerto da digressão dos Thee Eviltones em Portugal. No seguimento do lançamento do segundo álbum de originais, intitulado “Beat Macabre”, com a banda de Nottingham (UK) caímos na boémia e rumamos aos ambientes underground do rock and roll, desfrutando desta feita de um concerto típico de bandas com esta temática. Cabelos ripados, brilhantina, doc martens e creepers shoes serviam de acessório clássico ao espectáculo meticuloso de génese alternativa.

Com um espaço a relembrar umas catacumbas, deparamo-nos com um ambiente cheio de gente sedenta de puro rock. Com recente formação, os Screaming Mad Wolves, banda portuguesa de covers, aquecia o público tocando alguns clássicos como «Brand New Cadilac» dos The Clash ou mesmo «Sheena is a Punk Rocker» dos Ramones, animando assim aqueles que se prestaram a um convívio já assíduo de um dos movimentos alternativos implementados na noite lisboeta; com algumas caras proeminentes e promotoras deste tipo de eventos.

Formados por Madmanroll (guitarra), Jimi (voz), Danny Tone (baixo) e Tom Vagabond (bateria) e com uma atitude “very british” a condizer com o seu visual demarcado por um estilo retro, os Thee Eviltones surgem-nos impregnados com um swing dos anos 50, psicadelismo surf obscuro e uma atitude punk rock de 77, criando um mash-up forte e cativante.

Abriram com o tema «Swallow you whole», uma performance identificativa do seu género, à semelhança das bandas que proliferaram em Inglaterra num boom associado ao rock revival. Vaguearam pelo primeiro álbum, “In the shadow of the beast” (2011), e presentearam-nos com uma cover de Rolling Stones, «Paint in black», música de culto de inúmeras bandas do rock e dos seus fãs, ouvindo-se entre o público vozes a acompanhar o tão conhecido tema.

Transmitiriam assim a energia necessária para que o corpo acompanhasse as músicas tocadas com intenções bravias e sobretudo descomplexadas; sinónimo da sua experiência, advinda não só da digressão europeia actual, mas também pelos anos percorridos a dar concertos desde 2007 – ano em que surgiram. Com uma certeza ficamos: o rock and roll continua a “contaminar-se” de geração em geração.



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