Xenoblade-Chronicles-Definitive-Edition

Xenoblade Chronicles Definitive Edition | Nintendo Switch|Review

De volta ao passado.

Boas pessoal! Depois de uns largos anos desde o seu inicial lançamento, Xenoblade Chronicles recebe um upgrade em forma de remasterização. Neste título, não só os visuais foram dinamizados e aclarados para os parâmetros de hoje em dia, como também o conteúdo foi adicionado/alterado para que esta seja a melhor experiência possível aquando da passagem pelo mundo de Shulk.

Uma vez que o título original remonta a junho de 2010, creio que se torna imperativo a comparação do jogo original com o que agora tive a oportunidade de testar e é por aí que vamos começar esta análise.

Os visuais do jogo foram alterados para o motor gráfico do Xenoblade Chronicles 2, um jogo que foi quase título de lançamento da Nintendo Switch e, em termos de grafismo, Xenoblade Chronicles Definitive Edition tem uns gráficos muito bons. As imagens e os desenhos estão mais definidos que nunca e as paisagens são de cortar a respiração, mesmo que a resolução não seja a melhor, sendo 720p ligada à TV e 540p em handheld mode (estes valores podem variar consoante a área de jogo que estejamos a avaliar). Todavia, existem certas coisas que não combinam com esse upgrade. As animações por exemplo. Claramente, neste campo, nada foi feito, mantendo as mesmas “danças” de movimentos que seria de esperar num título de 2010 mas já não num título de 2020. Também as caixas de texto são enormes e pouco apelativas. Embora o texto tenha sido “formatado”, mantém um tamanho desproporcionado comparativamente aos títulos de hoje. Voltando às partes boas, foram adicionadas melhores sombras e reflexos para tornar o jogo mais apelativo ao olhar. Previamente, foram feitas tentativas pelo menos no campo das sombras, no entanto, uma vez que a Wii tem um hardware muito parecido ao da Nintendo Gamecube, existiam imensas limitações e não foi possível, deixá-las na versão final do jogo.

Em suma, em termos de visuais é relativamente fácil de ver que muita coisa foi polida desde a versão original, no entanto, não foi drasticamente alterada como se estaria à espera. Não quero com isto dizer que é um jogo feio, mas sim que o a equipa que criou o primeiro Xenoblade Chronicles fez um trabalho excelente e isso verifica-se até aos dias de hoje.

Seguidamente, em termos de performance. Na minha passagem pelo jogo, poucas foram as vezes em que o jogo soluçou, mantendo 30fps constantes. Por vezes parava durante um milésimo de segundo para atualizar as texturas ou os terrenos mas nada de constante ou preocupante.

Entrando agora na parte principal do jogo: gameplay. O que interessa ter um jogo bonito se depois é um seca, certo? Podia colocar aqui imensos jogos com este problema mas vou manter as minha opiniões no bolso. Tenho de admitir que são algo controversas.

As duas primeiras coisas que queria mencionar neste campos são a banda sonora e o interface de jogo. Ambos foram altamente remasterizados incluído, assim, músicas nunca antes ouvidas neste título, assim como as alterações à interface. As músicas são, na minha opinião, muito melhores mas, em algumas situações, sentimos falta das originais. Não estou a dizer que se aplica a todas as situações mas também é bom relembrar de onde viemos!

Mais importante são as alterações à interface. Desta vez, temos menus muito mais intuitivos e rápidos. Para além disso, são muito menos confusos, resultando assim já numa grande conquista. No entanto, mais uma vez, também este upgrade foi deixado, um pouco, incompleto diria, principalmente no que toca ao menu das personagens. Este poderia ter sido muito mais refinado e animado. Assim continua a ser apenas um aglomerado de texto para alterar pontos das personagens. Acho que poderia ser mais ajustado ao tipo de jogo que temos em mãos. Dou-vos um exemplo: em Octopath Traveler, um dos melhores jogo de todos os tempos, faz sentido que aqueles menus sejam desse género pois tentam retratar o estilo antigo dos JRPG. Agora num action JRPG como este, acho que um menu mais dinâmico seria uma vertente a apostar.

O combate é, também ele, pouco alterado – tirando, claro, a interface. Continuamos a ter de andar em torno do monstro para o atacar e tirar proveito da nossa posição para lhe dar o máximo de dano possível com cada toque. A diversidade dos monstros, embora inalterada, continua a ser muito bem-vinda, assim como os bosses que considero que tenham sido adequados à dificuldade.

Quanto à história do jogo principal, nada foi alterado. Para além disso, tal como no jogo original, tudo é explicado nos primeiros dez minutos de jogo, pelo que não faria sentido falar disso aqui. Quero, porém, falar-vos acerca da nova parte da história que foi agora introduzida: Future Connected. Esta “DLC” decorre um ano depois do final do primeiro jogo, e podes contar com mais doze a quinze horas de jogo. Aqui, foram alteradas duas coisas, em termos de combate: Shulk não tem acesso às suas visões e os ataques “combinados” foram substituídos por Union Srike. As áreas que podemos explorar na DLC são muito variadas, desde planícies abertas a ruínas escuras. As personagens começam a nível 60 e o Boss mais forte da DLC está a 80, por isso, não existe muito problema com o farm nesta parte do jogo. É uma DLC que tenta explorar ao máximo a história de Melia e, por essa razão, não vou dar spoil e deixar-vos experienciar a história em si por vocês mesmos.

Pergunta derradeira: vale a pena comprar este jogo só por causa da DLC? Eu diria que não. Assim como aconteceu com o segundo título desta saga, poucas pessoas que conheço compraram ou comentaram a dizer que gostavam de jogar o original porque saiu uma DLC. Acho que este título foi utilizado para dois tipos de jogadores, para os que queriam mais Xenoblade ou para aqueles que ainda não tinham jogado o primeiro jogo e que agora tinham mais uma justificação para a sua compra. Se isto pode ser uma dica para um terceiro jogo? Não sabemos, mas as teorias da conspiração já há muito tempo que navegam e crescem na internet.

 

Prós:

  • Gráficos e texturas atualizados e muito mais apelativos;
  • Soundtrack muito mais dinâmica (mesmo que em certos momentos prefira a antiga, é um ponto positivo);
  • Adicionaram conteúdo extra para novos jogadores (e antigos claro).

Contras:

  • Nem todas as texturas levaram um upgrade, assim como as animações;
  • Os menus podiam ter um pouco mais de atenção.

 

N.º de porta: 8/10



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