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“1964 – Olhos da Tempestade”, de Paul McCartney

Ontem, hoje e amanhã.

Numa altura em que as rádios de todo o mundo são positivamente invadidas por Now and Then, inesperado novo tema dos Beatles, supostamente o seu derradeiro,surge nos escaparates 1964 – Olhos da Tempestade (Porto Editora, 2023), um livro assinado por Paul McCartney e que reúne um registo de mais de duzentas fotografias tiradas pelo mítico vocalista e multi-instrumentista esquerdino natural de Liverpool no ano de 1964, através da lente da sua máquina de 35 mm.

A compilação de imagens, maioritariamente a preto e branco, inclui momentos privados da banda, fotos que transmitem o ambiente das suas atuações, o quotidiano de outros membros do team dos Fab Four, paisagens dos locais por onde tocaram ou simples pormenores que por vezes nos escapam a todos, seja em Liverpool, Londres, Paris, Nova Iorque, Washington ou Miami.

Em género de contexto, além das imagens, há também espaço para as letras, nomeadamente nas primeiras páginas com um prólogo da autoria de McCartney ou um prefácio de Nicholas Cullinan, diretor da National Portrait Gallery londrina, uma introdução histórica à Beatândia, por Jill Lepore, historiadora e jornalista norte-americana e, a fechar, uma reflexão sobre o esprito das fotografias registadas neste livro assinada por Rosie Broadley, curadora da National Portrait Gallery.

Com assinalável elegância e aconselhado vivamente a todos os fãs dos rapazes de Liverpool, mas também a todos os que gostam de música aliada à genialidade de uma banda que ousou conquistar o mundo, 1964 – Olhos da Tempestade, é um extraordinário registo da primeira viagem transatlântica daquela que é, para muitos, a banda mais marcante de sempre, seja, ontem, hoje ou amanhã.



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