“A 5ª vaga” | Rick Yancey

“A 5ª vaga” | Rick Yancey

Isto dos extraterrestres não é como no cinema

Muito por culpa do cinema, habituámo-nos a pensar nos extraterrestres como aqueles seres verdes com olhos estranhos ou, se estivessem bem-dispostos, aparentando um aspecto enrugado mas extremamente carinhoso ao estilo de um ET Spielbergiano.

Em “A 5ª vaga” (Editorial Presença, 2014), livro que serve de arranque para mais uma trilogia à moda moderna, Rick Yancey apresenta um cenário de invasão extraterrestre longe do estereótipo, que nos remete de certa forma para o clássico “V – a batalha final  que, nos anos (19)80, animou as tardes de sábado de muito bom apreciador de sci-fi.

Uma nave extraterrestre fixa-se na órbita terrestre, vigilante, sem estabelecer qualquer interacção, apesar das tentativas que os humanos fazem para comunicar e agir como comité de boas-vindas. Até que, sem nada o prever, uma gigantesca onda electromagnética desactiva todos os sistemas da Terra, fazendo com que as luzes se apaguem e todos os sistemas de comunicação e máquinas deixem de funcionar. A esta primeira vaga, num crescendo de violência que vai dizimando a raça humana, seguem-se outras três, parecendo que nada resta ao homem senão esconder-se, passando os últimos dias a viver como um animal perseguido que será caçado a qualquer instante.

Cassie, de 16 anos, é uma das poucas sobreviventes, e vê o seu irmão mais novo ser levado para longe dela rumo a um lugar (supostamente) mais seguro. Num cenário de constante desconfiança, onde se coloca em causa praticamente tudo, Cassie irá tentar reencontrar-se com o seu irmão. Para isso contará com a ajuda de Evan Walker, apesar de nele pressentir uma lamentável mentira.

Absorvente e de leitura a resvalar para o estado compulsivo, “A 5ª vaga” apresenta-nos a um mundo feito de aparências, onde apenas o recuperar da confiança pode trazer alguma esperança a uma humanidade em vias de extinção. Um dos melhores livros para jovens adultos dentro do género de ficção científica.



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