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Andrew Bird @ Aula Magna (10.11.2012)

Bird, porque assobia bem, porque nos eleva, porque nos faz voar

Andrew Bird reapresentou-se na noite de 10 de Novembro à Aula Magna, a um público heterogéneo permitindo desde logo o já tão cliché “a música une pessoas”.

A sala no entanto não encheu, apesar de não ter ficado longe disso.

Às 22:15 não se ouvem badaladas, mas entra em palco aquele que promete um bom serão. Sem banda de apoio, Andew Bird começa a tocar violino, como se fosse um cavaquinho, juntando loops à tão famosa loop-station.

Sob olhares atentos, despe-se do excesso de roupa com que entrou em palco, e de forma constante constrói os pilares deste concerto. Os que observam alegram-se, os ouvidos afinam-se para um voz real e completamente perceptível e um assobio já característico e também único, pois não devem haver muitos a assobiar pelas cordas de um violino.

Após a introdução, de duas músicas, entram em palco mais três músicos e Bird confessa-se muito feliz por poder estar de volta e desta vez trazer a banda.

Sentimo-nos em casa; o cariz experimental do seu reportório dá a sensação de estarmos na sala de ensaios onde presenciamos a construção das músicas. Mas ele e a sua banda sabem o que fazem, melhor do que ninguém ou como poucos. A capacidade de tornar o complexo em simples deve-se ao profissionalismo.

O público sorri ao longo do concerto, reconhece as músicas, reage a elas.

«Fiery Crash» é apresentada de forma especial, pois regressa à setlist passado tanto tempo. Uma música mais antiga que soa tão recente, mostrando assim consistência na carreira que já leva alguns anitos.

Apresenta também uma música que podia ser sobre Portugal, mas não é. É sobre um barco que na realidade não é um barco, é «Lusitanea».

Andrew fala pouco entre músicas, mas também não faz mal – queremos mesmo é ouvir a sua música.

A determinada altura largaram os equipamentos eléctricos e juntaram-se à volta de um microfone, para tocar acústicos, como antigamente, e soaram muito bem. Com um violino, uma guitarra e um contrabaixo, tendo como aliados a bateria e a voz de Andrew Bird, é tudo o que é necessário para um acústico resultar. Músicas como «Give it Away» ou «Helicopters» soam muito bem neste formato e, como o próprio disse, é curioso revisitar estes temas desta forma. Ainda neste registo apresenta «Something Biblical», sobre as catástrofes meteorológicas que presenciou no mês passado enquanto esteve em Nova Iorque.

De volta ao formato mais eléctrico e toca o mais recente single – «Tree White Horses».

«Plasticities» arrancou à quarta, pois o violino não encontrava o loop, mas arrancou para a recta final, que depois de um “Obrigado” em bom português recebe uma ovação de pé, até a entrada para o encore.

Este compôs-se por mais quatro músicas, sendo que duas são em formato acústico, mas acelerado, como um rodeo pois os sons assemelhavam-se um pouco a country.

As últimas apresenta-as como encorajadoras e cheias de energias positivas, tornado a despedida enérgica.



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