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ARK: Survival Evolved | Análise

Agora também na tua PS4 ou Xbox One!

Se és um utilizador frequente do Steam, já deverás, certamente, ter ouvido falar de ARK: Survival Evolved. Muito provavelmente, até bem mais do que uma vez. Concluído o seu período de estágio de dois anos, em Early Access, na plataforma da Valve, chegou finalmente a altura de ser oficialmente lançado o jogo a cargo da Studio Wildcard. Um jogo esse que nos lança o aliciante desafio de tentar sobreviver ao seu mundo pré-histórico, este por sua vez enorme e em constante expansão. Este lançamento acaba por ter lugar não só no PC mas também nas consolas PS4 e Xbox One, mediante uma versão que podemos considerar como definitiva, de nome Explorer’s Edition, a qual alberga todos os conteúdos até agora lançados!

Para quem não conhece, a solo ou no modo multi-jogador, os jogadores têm em mãos um jogo de acção e aventura sem precedentes num mundo sci-fi bastante peculiar repleto de criaturas há muito extintas. Desprovido de um modo história, ARK: Survival Evolved prima pelo aliciante desafio que coloca ao jogador que é o de lutar pela sua sobrevivência. Para isso, terá, não só de se alimentar e saciar a sua sede, quando necessário, mas também de estar atento à temperatura do seu corpo. Para nos abrigarmos, há que construir estruturas que nos protejam do clima e armas para nos defendermos das várias ameaças que nos rodeiam. Estas são várias e surgem não só mas principalmente na forma de Dinossauros. Estas enormes criaturas estão no topo da cadeia alimentar e enquanto que alguns são amistosos, acreditem que a maioria não se importava nada de nos “convidar” para o almoço.

Só que o jogo oferece mais caraterísticas que lhe permitem rivalizar com outros grandes nomes do género de sobrevivência, como Rust ou DayZ. Aliado a um sistema de crafting bastante robusto, diga-se, há um enorme sentimento de exploração. Os mapas são enormes e por muito arriscado que seja explorá-los, pois uma morte prematura espreita a cada esquina, não deixa de ser gratificante fazê-lo. Claro que tudo tem de ser bem calculado, mas se formos bem sucedidos nas nossas expedições, podemos vir a ser recompensados com materiais, um jogador que nos quer matar ou outro que nos queira ajudar e podemos até dar com alguns segredos, como estruturas que nos ensinam os hábitos de alguns dos dinossauros que partilham este estranho mundo connosco. Ao aplicar este conhecimento, podemos vir a domesticá-los e consequentemente montá-los. Não é fácil, mas conseguir voar às costas de um Pterodáctilo ou montar um poderoso Triceratops é qualquer coisa de glorioso, ainda mais se o fizermos com ou contra outros jogadores. É também o mais próximo do concretizar do nosso sonho em miúdos, quando filmes como o primeiro Jurassic Park aguçavam a nossa mente sobre os vários Dinossauros e nos faziam imaginar fazer parte do seu fantástico mundo.

Claro que nada disto é novidade para quem tem vindo a jogar este título no PC. A grande novidade é precisamente a chegada deste jogo ao mundo das consolas, nomeadamente a PS4 e Xbox One, e é sobre isso que venho falar. Assim que “acordamos” num dos enormes mapas que o jogo oferece – temos The Island, uma ilha com vários ecossistemas; Scorched Earth, um mundo inóspito com ainda mais criaturas; The Center, um mapa gratuito criado pela comunidade – o grafismo salta imediatamente à vista. Só é pena que antes disso, tenha tido uma enorme briga com a interface do jogo. Primeiro há que escolher entre o modo local ou modo multi-jogador. O modo local pode ser jogado a solo ou com amigos e oferece-nos um infindável leque de personalização do mundo em que queremos jogar. Desde o clima ao número e tipo de criaturas que o habitam, bem como ao respectivo respawn, são várias as opções à escolha que condicionam (ou não) a dificuldade da nossa sobrevivência. Já no modo multi-jogador, este leque de personalização mantém-se, só que aqui teremos que seguir as regras do servidor ao qual nos queremos juntar e que pode ser de PVE, com jogadores a trabalhar em conjunto para sobreviver, ou PVP, onde vale tudo.

Em teoria, até aqui, nada de mais. Só que percorrer os menus do jogo, sobretudo os que concernem a panóplia de opções de personalização de cada mundo, é extremamente cansativo. Quem vem do PC, não terá grandes problemas mas de tão pouco intuitivo que é, os recém-chegados às tantas já só querem jogar e acabam por negligenciar uma vertente que, se fosse devidamente articulada só beneficiava a longevidade deste título. Escolhido o modo de jogo, segue-se o menu de criação de personagem que apesar de robusto, fica também ele longe do ideal em termos de resultado. Já dentro do jogo, o grafismo salta imediatamente à vista mas também o facto de que a optimização para as consolas, pelo menos na versão PS4 que analisámos, tal como está, fica aquém das expectativas. Percorrer este glorioso mundo, repleto de detalhe e com um sistema de iluminação de luxo, aos soluços com frequentes quebras a nível de performance, comprometeu um pouco a minha experiência. Por sua vez, ao ver dinossauros – desde os mais majestosos aos mais ligeiros, todos eles habilmente desenhados – a colidir com texturas, ou simplesmente a atravessá-las, também retirou alguma da magia à minha aventura.

Não obstante, o grau de conteúdo que o jogo oferece é enorme e isso traduz-se num infindável leque de aventuras que se podem desenrolar, todas elas únicas. Sobretudo se considerarmos que estão incluídos todos os DLC até agora lançados, construir enormes fortificações ou desfrutar dos frutos do trabalho em comunidade com outros jogadores continua a ser uma experiência gratificante. O mesmo se pode dizer do sistema PVP, afinal o que mais fama tem dado a ARK: Survival Evolved, com enormes grupos de jogadores a lutarem entre si, em terra ou montados nas mais variadas criaturas. Só que, tal como está, esta é uma experiência que pode ser melhor desfrutada no PC e se não podem esperar por deitar lhe as mãos, é aí que recomendo que o façam. Quero acreditar que a versão de consola venha a ser alvo de um significativo leque de melhorias, num futuro próximo, que ajudem a consolidar este jogo como um título a ter em conta também no mundo das consolas. Se não tiverem pressa, valerá a pena esperar por essa versão do jogo, aí sim, definitiva!



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