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Baja: Edge of Control HD | Análise

A versão definitiva chega à actual geração!

Lançado em 2008, Baja: Edge of Control, na altura ainda a cargo da THQ, primou ao oferecer aos jogadores uma experiência de corridas mais livre, em percursos com uma maior amplitude, revelando-se como um jogo divertido, sobretudo com amigos em split-screen (até quatro jogadores) mas pouco mais do que isso. Apesar de todo o conteúdo que oferecia, num misto entre o estilo de simulação e arcade, teria beneficiado de mais algum aprimoramento antes de ter sido lançado. Este factor deu aso a que este título viesse a ser ofuscado por outras experiências do género, lançadas nesse mesmo ano, como Burnout: Paradise, GRID ou Motorsport: Pacific Rift. Uma concorrência forte e que ainda hoje pouco acusa a idade que tem. Ainda assim Baja: Edge of Control conseguiu arrecadar alguns fãs e é sobretudo para eles que se dirige o seu regresso à actual geração, numa versão remasterizada HD que pode ser considerada como a sua versão definitiva.

Se apreciaram este jogo na PS3 ou na Xbox One 360, vão sem dúvida apreciar esta remasterização, uma vez que a experiência de jogo é exactamente a mesma. Em termos de grafismo, a versão original não era propriamente um deslumbre mas confesso que o aprimoramento que sofreu para esta nova versão me cativou ao enaltecer o aspecto rústico dos seus carros e estradas.

Desde os vários modos aos cerca de 160 veículos e às mais de 200 peças que podemos adquirir para os personalizar, está cá tudo. O modo carreira é bastante robusto, com um enorme leque de corridas para desbloquear, cada uma a dar acesso a uma nova e superior categoria de veículos. Pessoalmente achei este modo algo monótono e isso evidenciou algumas questões menos pertinentes, como o facto de as pistas serem praticamente iguais umas às outras, a colisão entre veículos precisar de ser revista, ou os carros nem se sujarem de lama ou terra.

Resolvi então retirar-me do mundo das corridas mas quis dar ainda mais uma oportunidade para Baja: Edge of Control HD me cativar. Ao percorrer os vários modos disponíveis dou de caras com o modo Free Ride que me permite conhecer os cenários em todo o seu esplendor e não apenas mediante os pequenos percursos em que se podem dividir. Em verdade vos digo que, para mim, foi como jogar a um jogo novo e nunca mais de lá saí. Só eu, o meu carro e a banda sonora do jogo atravessando, a enormes velocidades, os vários cenários de uma ponta à outra. Isto, ao som de músicas como Sky Wind dos Systemec, enquanto vou saltando sobre dunas, sobrevoando ou embatendo contra outros veículos que populam as estradas de alcatrão, ou espatifo o carro que rebola aos trambolhões por encostas fora. Uma diversão que se mostrou mais aliciante do que qualquer corrida e que durou horas e mais horas. Travei assim uma relação de amizade muito especial com Baja: Edge of Control HD.

Pode não ser a remasterização que pedimos mas é inegável que Baja: Edge of Control tem diversão capaz de fazer as delícias tanto dos mais puristas como dos que procuram uma diversão mais particular, como é o meu caso. Pessoalmente este é um jogo que quero dosear, jogando-o no intervalo de outras experiências, porque não me quero fartar dele tão cedo!



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