Tendo como pretexto a Viagem a Portugal de José Saramago, e partindo de umas peças de lego e de umas fotos encontradas no lixo, o Teatro do Vestido constrói um objecto de uma extrema sensibilidade teatral, usando uma linguagem poética onde ressoam Sophia, José Mário Branco e o próprio Saramago.
Luís Vicente, actor, encenador e director da Acta- Companhaia de Teatro do Algarve, é o protagonista de “Um gajo nunca mais é a mesma coisa”, o texto de Rodrigo Francisco.
Conversámos com Pedro Hossi, um pouco antes de mais uma sessão de “Uma Noite na Lua”, no Estúdio Time Out, em Lisboa.
“Corpo suspenso”, de Rita Neves, sendo mais um passo nesse chão novo sobre a nossa experiência colonial que a arte, o pensamento e o jornalismo começaram a desbravar, dá-lhe um pouco mais carne, quase que o corpo traumatizado do pai passa para o corpo da filha, a actriz.
Durante o mês de Agosto o estúdio Time Out abre as portas para passar Uma Noite Na Lua.
Assim se chama a peça de João Falcão, agora interpretada por Pedro Hossi e com encenação de
António Terra.
“Um gajo nunca mais é a mesma coisa”, texto escrito por Rodrigo Francisco, dedicou-se à complexidade da vida dos homens que foram obrigados a casar com a guerra até que a morte os separe.
Terminou no domingo o Festival de Almada, uma maratona de vinte e quatro dias e vinte e um espectáculos, fora os actos complementares, quinze conversas, quatro colóquios, uma exposição que a Rua de Baixo acompanhou de perto. Para o ano, por escolha do público, regressa o Quem matou o meu pai?, a partir do texto de Edouard Louis, encenado por Ivo Van Hove e protagonizado por Hans Kesting.
Da segunda semana do Festival de Teatro de Almada, além da conclusão de O Sentido dos Mestres com Josef Nadj, destacamos quatro espectáculos, aos pares: Corpo Suspenso e Um Gajo nunca mais é a mesma coisa, dramaturgia portuguesa actualíssima, onde o trauma da guerra espoleta o drama, e Omma e o Canto do Cisne, a vida dançável como lugar máximo do pensamento.
Sequela de I’m So Excited! de Mário Coelho, com Rita Rocha Silva, em Julho na Rua das Gaivotas 6 e ifict
Terminou a primeira semana do Festival de Teatro de Almada, numa edição que tudo tem feito para trazer o teatro a estes tempos tão difíceis: nos palcos a tragédia, tanto a clássica como a contemporânea, o drama e a comédia. Fora dos palcos destaque para uma exposição sobre os cinquenta anos, o primeiro colóquio sobre o percurso da companhia e as conversas ao fim do dia.