Bartolomeu Cid dos Santos | Revisitar a obra gravada na Galeria 111

A Galeria 111 pretende prestar um tributo a Bartolomeu Cid dos Santos, cinco anos após o seu desaparecimento, apresentando os núcleos mais significativos da sua obra em gravura mostrando os temas da sua paixão e do seu empenho politico. Imagens de Lisboa, Tavira e Sintra, de palácios barrocos decadentes, mas também da opressão politica de Salazar, das guerras coloniais, da atitude dúbia da igreja (série dos bispos), do mito da Atlântida, de mapas, de barcos, de viagens, de naufrágios, de sereias e medusas, de cais, de praias, de paisagens silenciosas, de naturezas mortas, de retratos de mulheres, dos poetas Cesário Verde, Fernando Pessoa e os seus heterónimos, de Jorge Luís Borges com o seu Aleph e os seus labirintos, de acontecimentos históricos como o Tratado de Tordesilhas, o 25 de Abril e recentemente a ofensiva americana no Iraque. Destacamos A Viagem de Inverno, um texto de Heinrich Heine que Schubert musicou e Bartolomeu ilustrou numa série extraordinária de 25 gravuras e as Assinaturas do Invisível. A partir dum convite do CERN de Genève Bartolomeu elaborou uma série de gravuras e 6 trabalhos tridimensionais que são o testemunho da sua vida – homenagem a Álvaro de Campos, a Jorge Luís Borges, ao cineasta Andrei Tarkovsky, num mundo de memórias, despojos, labirintos e uma pedra transparente que é ferro, vinda do CERN.

Nos últimos anos da sua vida, depois de se jubilar, fez um atelier de gravura em Tavira para continuar a trabalhar e a ensinar. Renovou o prazer de viver. Going South, tema de gravuras, pinturas e caixas/assemblages, passou a ser um destino de eleição com o sol, o mar e a boa mesa em contraponto ao Going North sombrio.

INAUGURAÇÃO SÁBADO 2 DE MARÇO – 16H/20H
BARTOLOMEU CID DOS SANTOS
Revisitar a obra gravada de Bartolomeu Cid dos Santos
Porto. 02.03-13.04



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