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Café Buenos Aires

Lisboa, Paris e Buenos Aires juntos num só espaço.

O Café Buenos Aires, nas Escadinhas do Duque, em Lisboa, é bem mais que um simples café. É um daqueles locais que nos fazem ter vontade de conhecer ou regressar à capital argentina. Viver mais Lisboa, ou ganhar coragem e ir a Paris, apesar de não estar nos planos. Um espaço pequeno, mas acolhedor. Decorado a preceito, faz-nos viajar pelas três capitais acima mencionadas. A explicação é simples.

Carminda Barros, portuguesa, e Sebástian, argentino, conheceram-se em Paris. Entre algumas viagens com as três cidades como destino, decidiram, há sete anos, fixar residência em Lisboa. Aqui, agarraram no actual espaço e transformaram-no no que é hoje. Diz-nos Carminda, “este local, em tempos, foi a loja de fotografia mais antiga de Lisboa”.

Hoje é frequentado pelas mais diversas pessoas. “Desde turistas, jovens adultos, passando por casais ou mesmo gente da terceira idade. Miudagem em idade escolar é que não é comum”, identifica Carminda Barros.

Entremos, então, no Café Buenos Aires.

Pouca iluminação, apenas a suficiente. Mesas em madeira, pequenas. Em cada uma apenas cabem dois corpos. Para a intimidade é mais ajustado. A banda sonora flutua entre o jazz, habitual em espaços intimistas e o provável tango, onde se destaca a voz de Carlos Gardel. Aliás, Gardel é a figura de destaque do restaurante. As paredes estão ilustradas com imagens do cantor que personifica a alma do tango na Argentina. Quem pensa que iria encontrar fotografias de Maradona, Che Guevara, Eva Péron ou…Messi, esqueça. Aqui, quem manda é Gardel, nascido algures entre o Uruguai e Paris, mas que com dois anos desembarcou em Buenos Aires. Ainda no interior, a mistura dos três mundos (Lisboa, Paris e Buenos Aires), faz-nos sentir confusos. Tem um pouco de todos. O art deco parisiense e a alma alfacinha que circunda o restaurante.

Como num restaurante a comida importa, falemos dela. A estrela da companhia é o “Bife à Argentino”. Um naco de carne tão tenro que parece que estamos a fazer festas ao alimento. Podemos escolher meio bife ou, então, um bife, se quiser ficar sem vontade ver comida nas próximas 12 horas. As saladas com flores e morangos são outros dos destaques gastronómicos. A acompanhar, Carminda e Sebástian não fazem por menos. Podemos escolher entre vinho argentino ou português. O resultado é o esperado: qualquer que seja a nossa escolha ficamos sempre a ganhar. Para finalizar, e se não tiver escolhido um bife, sugerimos o bolo de chocolate com doce de leite (Dulce de Leche), doçaria típica confeccionada na Argentina.

Ah! Ia-me esquecendo. Se quiser ficar na esplanada (opção previsível tendo em conta a aproximação de dias mais quentes), terá como pano de fundo o Castelo de São Jorge. Se quiser, leve a máquina fotográfica. Pode dar jeito. Outro conselho: reserve mesa.



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