Chet Faker @ Coliseu dos Recreios

Chet Faker @ Coliseu dos Recreios (3-7-2015)

O Talentoso Mr. Faker

Foi com um Coliseu esgotado que Chet Faker (alter-ego do australiano Nicholas James Murphy), foi recebido na passada sexta-feira dia 3 para um dos três concertos que apresentará em Portugal no curto espaço de duas semanas. Tal facto representa um privilégio para nós e, se os concertos do Coliseu servem de indicação disso, haverá repetentes no Passeio Marítimo de Algés, no NOS Alive.

O Coliseu dos Recreios oferecia o cenário perfeito para a apresentação da (curta) discografia do australiano, que com o EP “Thinking in Textures” e o álbum “Built On Glass” tem vindo a conquistar público e crítica em partes iguais. Um espaço de carácter intimista, impossível de reproduzir em grandes festivais e onde o público consegue atingir um estado de plena comunhão com o artista em palco.

«Melt» foi o tema escolhido para abrir as hostilidades; um começo algo morno, tímido até, mas que serviria de previsão aos cerca de 60 minutos do concerto: o coro generalizado que esteve presente (na grande maioria) das músicas. O público luso mostrou que conhecia o repertório e que acolhia cada tema com uma emoção (quase) impossível de conter, retribuindo com estrondosas salvas de palmas no intervalo entre músicas.

Temas como «Release Your Problems», «Gold» e «Drop The Game» foram óbvios crowd pleasers, mas foi com a sua espectacular cover de «No Diggity» que Mr. Faker levou a casa abaixo. Foi também antes deste tema, e dirigindo-se a uma fã da primeira fila para auxílio na tradução, que Nicholas fez um pedido já reforçado nas várias entrevistas por ele dadas: que fossem afastados telemóveis e câmaras, e que experienciassemos o concerto, concentrados apenas no que se passava em palco. E assim foi pela (grande) maioria do Coliseu.

Depois de dançarmos, cantarmos e transpirarmos com ele, e encerrando em alta, somos brindados com uma versão deliciosamente minimalista de «Talk is Cheap», que foi nada menos do que memorável. E foi assim que ao órgão, iluminado por um único foco superior de luz, geometricamente centrado no espaço do palco e ligeiramente elevado do mesmo, que Mr. Faker encerrou a primeira noite de concertos. E o público delirou.

Fotografia por Graziela Costa



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