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Coelho Radioactivo regressa com «Fogo Artifício»

João Sarnadas apresenta o primeiro avanço do quarto álbum do projeto, quatro anos depois do último lançamento.

Coelho Radioactivo regressa em SETEMBRO com «Fogo Artifício», primeiro avanço do quarto álbum do projeto de João Sarnadas, que será editado posteriormente. Quatro anos depois do último lançamento, o músico recupera um projeto iniciado em 2007 para abrir um novo capítulo no seu percurso.

«Fogo Artifício» é apresentada como a canção mais luminosa do próximo disco. O lançamento em SETEMBRO reforça essa característica, com uma melodia de guitarra que conserva um último fragmento da luz de verão antes da chegada do frio e da atmosfera outonal que atravessa o álbum.

A luminosidade do instrumental contrasta com a inquietação da letra e da voz de João Sarnadas. A canção aborda um presente marcado pela incerteza, perante a sensação de estar diante de um precipício sem um caminho evidente para avançar ou regressar. A memória surge como um território distante e inacessível, enquanto o passado se afasta progressivamente da realidade.

Entre aquilo que já desapareceu e um futuro que ainda não é possível antecipar, «Fogo Artifício» explora temas como a passagem do tempo, a memória e a ausência de certezas. A aparente leveza da música torna-se, assim, o contraponto para uma reflexão mais inquieta.

Criado por João Sarnadas em 2007 enquanto projeto de cantautor, Coelho Radioactivo conta no percurso com trabalhos como “Estendal” e “Canções Mortas”, além de singles e EP. O projeto realizou também mais de 150 concertos em Portugal.

Paralelamente, João Sarnadas tem desenvolvido trabalho em diferentes áreas da criação musical. Integra Flamingos, Well e Montanha e fundou José Pinhal Post-Mortem Experience. Na Favela Discos, onde tem desenvolvido parte importante do trabalho ligado à música experimental e improvisada, participou na criação de Milteto, Vive Les Cônes e Xula Velhos.

O músico tem ainda explorado estratégias de improvisação e eletrónica, recorrendo a técnicas como o loop e o drone, além da mesa de mistura enquanto instrumento. Em nome próprio, editou “The Hum” e “The Humm”, em 2020 e 2021, respetivamente, e criou com Inês Castanheira a identidade sonora do Batalha – Centro de Cinema.

«Fogo Artifício» marca agora o regresso de Coelho Radioactivo e antecipa um quarto longa-duração que deverá chegar já envolvido pela penumbra do outono.



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