“Convergente” | Veronica Roth

“Convergente” | Veronica Roth

A palavra aos leitores

(contém spoilers, sobretudo para quem não leu os dois primeiros volumes da série)

Ao mesmo tempo que aos grandes ecrãs nacionais chega a adaptação do primeiro – e homónimo – livro da trilogia “Divergente”, chega às livrarias a conclusão da aventura juvenil escrita por Veronica Roth.

Convergente” (Porto Editora, 2014) conta-nos a história a duas vozes, as de Tris e Tobias, numa altura em que as facções foram suprimidas deixando um rasto político e social verdadeiramente caótico.

Com vista a tentar encontrar uma forma de consertar o seu mundo, o grupo de amigos aproveita a confusão para ir em busca do que se esconde para lá da vedação, tentando descobrir se a vida que se esconde lá fora é melhor do que aquela a que foram sujeitos durante longos anos. Porém, aquilo que encontram está longe da perfeição: uma outra sociedade a um pequeno passo de se estilhaçar.

A conclusão da saga irá, como normalmente acontece nos livros derradeiros, agradar a muitos e defraudar outros tantos. É interessante a forma como Veronica Roth apresenta o mundo de “Divergente” através de dois diferentes personagens, mostrando que a realidade tem vários ângulos de visão que mudam consoante os seus observadores. É também este o livro que revela os segredos escondidos desde o primeiro volume, nomeadamente a criação das facções e a origem da vedação a que todos foram sujeitos.

Para os mais adultos talvez fosse preferível trocar algum do romance por uma abordagem mais política, mas percebe-se que Veronica tenha querido escrever algo que estará perto de uma moderna e muito distópica versão de “Romeu e Julieta”. Terá Roth concluído a trilogia da melhor forma ou seria de esperar um novo final? Têm a palavra os leitores.

 

A história até aqui.



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