Convites duplos para Process of Guilt, dia 16 de Junho na ZDB
Quais os nomes dos membros dos Process of Guilt?
2 CONVITES DUPLOS PARA PROCESS OF GUILT, DIA 16 DE JUNHO NA ZDB
Process of Guilt
No que ao rock diz respeito, todos sabemos onde ainda resta alguma experimentação com as formas: nos territórios menos colonizados do metal. Ou porque ainda é uma subcultura, ou porque nunca foi levado a sério, este é o género que mais genuinamente resiste à mercantilização, à internet e à cultura retro. Passa por todas, indiferente e (quase) incólume. Basta lembrar alguns nomes produzidos na última década e meia por essa resistência: Sleep, High on Fire, Electric Wizard ou Ufomammut e Corrupted. Pois bem, juntemos-lhes mais um: Process of Guilt
O nome engana – para todos os efeitos, a banda é portuguesa – mas a música, essa não dá tempo para equívocos. Doom-metal grave e grandioso, que se entrega lascivamente a mudanças de ritmo e tensão. Uma máquina furiosa mas segura, que não menospreza o groove, nem desconhece a existência de outras possibilidades para lá do metal; ou seja, despreza os clichés. O modo como trabalha a distorção é exemplar: os acordes, os riffs e tudo que a guitarra permite, embora encharcados em violência, ouvem-se límpidos. E nesse momento, uma filiação (que tem sido evocada a propósito do último disco, Faemin) faz todo o sentido. Os Process of Guilt recordam, aqui e ali, a abordagem artesanal de Earache – via Godflesh e da Blast First – via Head of David (e ainda poderíamos acrescentar mais gente).
Mas a inspiração no melhor noise-rock industrial dos anos 80 fica por aí, em filigrana. Afinal de contas, esta é uma banda de metal de, enfim, longas e extenuantes canções. Das quais regressamos certos de que o rock, apesar de velho, ainda respira fundo. JM
Nota
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