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Cosie Cherie + Lost Michi na Casa da Baía em Setúbal

A noite das duplas rapaz-rapariga.

Foi numa noite fria e debaixo das estrelas que os Cosie Cherie se apresentaram pela primeira vez ao público sadino, no passado dia 21 de Julho. No bonito claustro da Casa da Baía, a plateia não convencia, mas ainda assim não lhes conseguiu tirar o ânimo. Os Cosie Cherie chegaram silenciosos, apresentaram-se e começaram pelo princípio. «Bedtime», primeira música de “Book of Music”, abriu as hostes.

Um pouco intimidados pela frieza do público, lá prosseguiram, com uma simpatia invulgar e sempre comunicativos. Durante o concerto, uma rapariga ia desenhando – uma das artistas convidadas para contribuir para o art work do disco. Primeiro uma árvore, depois uma cara, duas mãos a carregar o peso do mundo às costas. E, tal como o desenho, também a música se foi colorindo. Entre as canções, os Cosie Cherie iam contando as histórias por trás delas, logo a quebrar o gelo com «Letter» e «Pink Ribbon Lips Like Glue», inspirado num bâton de gloss (como fizeram questão de referir). As histórias das canções cruzavam-se com as suas histórias pessoais, entre o dedilhar da guitarra de Job e as teclas do piano de Tânia. Especialmente quando introduziram «Travelling», o primeiro single extraído do álbum, criando um ambiente intimista e quase frágil, uma constante na folk sonhadora da dupla. Antes ouviram-se «Morning Light», «Diva», «Underground» e «You don’t own the world», mas foi ao som de «What will you do» que os Cosie Cherie conquistaram o público, sacando-lhes algumas palmas a marcar o ritmo da canção. Mais descontraídos e próximos da plateia, continuaram e lá aqueceram a noite, sempre com histórias para contar, sacando alguns sorrisos enquanto falavam de uma cadeira que roda sem parar à medida do pensamento em «Rolling Chair».

Depois, foi o fim, passando pelas últimas faixas de “Book of Music” até oferecerem o palco aos Lost Michi, a banda que viria a tocar a seguir. Mais uma dupla rapaz-rapariga, também ele estrangeiro. Eddie Stacchini, Belga, percussionista e fotógrafo. Num estilo semelhante aos Cosie Cherie, mas com uma maior presença da percussão e de instrumentos a puxar para uma vertente um pouco mais eléctrica, os Lost Michi apresentaram o primeiro EP, “Hiker”, que tem rodado em rádios universitárias como a RUA (Rádio da Universidade do Algarve), a RUC (Rádio da Universidade de Coimbra) e a RUM (Rádio da Universidade do Minho). A música é potenciada pela voz poderosa da Natália, vocalista, video-artist, fotógrafa e performer, e pelos vídeos animados criados por ela, que passam numa tela enquanto a dupla actua. Um projecto interessante, que marca a diferença no panorama musical nacional e que vai estar um pouco por todo o país até ao final de Julho. No próximo dia 28 de Julho, quinta-feira, os Lost Michi actuam no Clube Ferroviário, em Lisboa, para mostrar o seu potencial e originalidade ao público lisboeta.



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