femmeusesaction #19, final/ment/seul

Na quarta-feira, 10 de Novembro, pelas 21h30, no Pequeno Auditório da Culturgest, terá lugar a performance “femmeusesaction #19, final/ment/seul”, de Cécile Proust e Jacques Hoepffner, integrada no Festival Temps d’Images 2010. Parte do projecto “femmeuses”, dirigido desde 2004 por Cécile Proust, este trabalho questiona a ligação entre a arte e o pensamento do género, o pós-modernismo, a codificação do corpo, o queer e a ordem sexual. Projecto que reúne artistas e teóricos, femmeuses concretiza-se em 23 femmeusesactions sob múltiplas formas: espectáculos, performances, vídeos, websites, textos, instalações, programação de espectáculos e comissariado de exposições.

Uma instalação  que se torna cenário ou um cenário concebido como uma instalação, “#23” é um eco emancipado da exposição apresentada, em 2006, no parque Saint Léger. Parceira, apoio e extensão do espectáculo, é a consequência de uma escolha fundamental de “femmeuses”: dar a ver e a ouvir as suas muitas fontes e ligações.

As diferentes criações de femmeuses confrontam-se com obras históricas como “Semiotics of the Kitchen” de Martha Rosler, ou “FHAR” de Carole Roussopoulos, e com artistas da nova geração como a canadiana Dayna Mac Leod, a japonesa Takako Yabuki ou a americana Patty Chang, que questionam as mesmas problemáticas através de formas estéticas diferentes.

A performance, “femmeusesaction #19, final/ment/seul”, é o prólogo de um posfácio, pessoal logo político, divertido mas extremamente penetrante, feminista e sexual, tão preciso e documentado como leve e de má fé. Pretensa lésbica que dorme com homens, Cécile Proust, pós-feminista vândala, utiliza tudo o que está à mão, está só mas bem acompanhada, talvez nua mas vestindo as calças. Entre o auto-retrato e o panfleto, este manifesto íntimo é um rizoma em que florescem outras vozes. Pode passar-vos a mão pelo pêlo, mas também arrepiá-lo, ou seja eriçá-lo. Macio e sedoso, mas picante à flor da pele. Impaciente, em curso e a longo prazo. Singular, logo universal. Ou seja, uma coisa impossível.

Depois do espectáculo, o público é convidado a visitar a instalação. No primeiro dia (10 Novembro), haverá ainda uma conversa com os artistas sobre a performance, os documentos exibidos, e toda a problemática inerente a femmeuses.



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