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Fred Perry

Fred Perry faz 100 anos e a RDB envolve-se na onda da celebração destacando o que há de novo e o que foi que trouxe a marca a este grau de popularidade.

O tenista Frederick John Perry, nascido em 1909 em Stockport perto de Manchester, com uma vida de sucessos desportivos, empresariais e, sobretudo, no domínio social, travou uma pequena batalha para se inserir no mundo elitista do ténis londrino devido às suas humildes origens. Talvez seja mesmo aí que reside o valor máximo da marca que viria a ser muito famosa em terras britânicas e depois um pouco por todo o mundo, símbolo de uma grande força e vontade de vencer.

A ideia para esta peça tão emblemática do estilo desportivo – o pólo em piquê, com mangas curtas e botões na frente e com um logótipo bem visível – não seria nova.  Antes da parceria de Fred Perry com um empresário austríaco, em 1952, criando a Fred Perry Sportswear, já tinhamos visto René Lacoste criar a sua chemise Lacoste em 1933. Apesar do avanço francês, o pólo inglês ganha um estatuto diferente, mais forte e intenso, tendo sido adaptado por todas as classes; sendo a primeira peça de roupa a que genuinamente se pode chamar de urban wear, até porque a malha do pólo inglês é originalmente mais resistente e espessa.

Através do livroIcon”, editado pela ocasião dos cinquenta anos do pólo Fred Perry, que este mês será reeditado num formato actualizado e limitado, podemos obter testemunhos tão diversos como os do músico Paul Weller, do DJ e produtor Norman Cook aka Fatboy Slim, o fotógrafo Rankin e o actor Ewan Mcgregor falando da sua relação com a marca desde jovens e com a experiência de usá-la, confundindo-se com a sensação de ser um jovem britânico cool.

A marcar o centenário, além de uma recriação do pólo em si com um logótipo maior e uma inscrição do número 100 (em cores que remetem para a base clássica – branco com bordados verdes e preto com bordados em dourado) existe uma nova colaboração com o belga Raf Simons que estará em lojas seleccionadas em Agosto. Consiste numa interpretação moderna de um fato Fred Perry clássico, usado originalmente por Fred em 1947. É uma mini-colecção que incluirá um casaco estilo blazer, camisa branca, calças de flanela cinzentas, gravata às riscas estilo militar, colete de lã com decote em V e camisola de malha com decote semelhante. A propósito da anterior colaboração com a marca, o designer Raf Simons já tinha dito: “Sempre tive um grande respeito pela etiqueta Fred Perry, por estar establecida no sector que escolheu, o sportswear. Quando comecei a minha carreira na moda, foquei-me na juventude e nas sub-culturas e Fred Perry foi uma de muitas inspirações.”

É, aliás, nesta relação com as culturas urbanas jovens do Reino Unido, inofensivas ou mais radicais, que está outro dos pontos fortes da Fred Perry e que nenhuma máquina de marketing ou gigantes e articuladas acções de comunicação conseguiriam criar ou, antes, forjar.

Mais um aspecto desta lenda começa no lendário clube em Oxford St. – o 100Club e que vai ser palco de celebrações da etiqueta este ano – onde os Mods que emergiam da nova cena jazzística Londrina adoptaram o pólo no final dos anos 50, pois podiam “usá-lo toda a noite e ainda estarem com bom ar de manhã.” Foram os Mods, e depois seguiram-se os Rude Boys, Skinheads, Beatniks, Punks, New Wave, Northern Soul, Revivalist Mods, Two Tones, Casuals, Suedeheads, Perry Boys/rapazes de Madchester, Britpops, Indie, House, Hip Hop e ainda os do Ska/Punk e do Nu Rave. A lista não teria fim.

Voltando a Fred Perry, o tenista e o herói que estamos a celebrar, não vamos esquecer a sua actividade principal durante anos – o desporto. Em especial, durante a segunda metade dos anos 30, conquistou inúmeros títulos como o inglês de Wimbledon, e também Austrália, França e Estados Unidos da América. Também por isso a Fred Perry está ainda a consolidar as suas notáveis credenciais no ténis ao estender a sua relação com o tenista escocês Andy Murray durante este ano de 2009.

Para marcar o centenário, Andy tem trabalhado de perto com a equipa de designers da marca para desenvolver um produto que combine a prestação e herança de Fred Perry, fazendo lembrar os seus equipamentos clássicos das décadas de 1950 e 1960. Serão usados exclusivamente por Andy e pelo seu irmão Jamie em Wimbledon e no Open dos Estados Unidos este ano. Um pólo do centenário foi criado e uma versão em edição limitada será vendida exclusivamente no Harrods – 100 peças apenas. Cada um será numerado individualmente e incluirá uma etiqueta autografada por Andy Murray. Todo o dinheiro resultante deste pólo irá para uma instituição de solidariedade ainda a definir.

São várias as frentes através das quais podemos celebrar esta marca este ano. Atentar nas surpresas que ainda vão ser reveladas no site oficial da marca e que serão desvendadas no próximo dia 18 de Maio. A partir desse dia é um click que importa lembrar fazer. Viva Fred Perry!



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