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Horas de Folga em Lisboa

As nossas sugestões para um fim-de-semana em cheio. De 16 a 18 de Março.

Sexta-feira

Depois de uma semana de trabalho nada melhor que ir jantar fora. Se a noite estiver agradável, a Rua de Baixo sugere o restaurante “O Mestre André”.

Onde: Calçadinha de Santo Estêvão, nº 6

Preço: 15€ – 30€

Sugestão: Experimentar as deliciosas pataniscas de polvo acompanhadas com arroz de grelos.

Aproveitar: A simpatia de quem atende e recebe e o facto de se estar num dos bairros mais característicos de Lisboa a comer óptimos petiscos.

Depois do jantar, que foi obviamente regado com um belo vinho, ou então com uma fresquinha cerveja, chega a hora de mudar de ares e ir até ao Príncipe Real. Beber um cocktail no Cinco e assim receber com um grande sorriso o fim-de-semana que se aproxima.

Onde: Rua Ruben A. Leitão 17-A, Príncipe Real

Preço: o preço médio de cada cocktail ronda os 5,50€

Aproveitar: O espaço descontraído e a música ambiente.

Sugestões: A RDB sugere os seguintes cocktails: Jules, Eight-ball e o Hakka.

Sábado

Marias com chocolate

Depois de uma noite calma, nada melhor que acordar bem cedo, calçar os ténis e rumar até à Feira da Ladra.

A feira da Ladra é uma feira com uma história que remonta ao século XIII. Tendo passado já por vários locais lisboetas, desde 1882 que esta feira de antiguidades, velharias e artesanato se realiza no campo de Santa Clara, bem perto da Igreja de S.Vicente de Fora e do Panteão Nacional.

Chegando à feira da Ladra, e antes de nos deixarmos deslumbrar com o que vamos vendo, vamos até ao café “As Marias com chocolate” buscar um delicioso chocolate quente com pepitas de chocolate (…sim, pepitas de chocolate!).

“As Marias com chocolate” é uma espécie de “mundo à parte” para viciados em chocolate. Mal nos aproximamos da porta e já nos começamos a deixar levar pelo fabuloso cheiro doce de chocolate que ali paira. Por isso a sugestão é, entrem, encham os pulmões com ar achocolatado, peçam o “delicioso chocolate quente com pepitas de chocolate” e saiam para a rua levando na mão esse pequeno pedaço de céu.

Passeiem pela feira da Ladra com calma e descontracção e façam os achados da vossa vida. Na feira da Ladra não há espaço para pressas e correrias. É ir caminhando, tendo como pano de fundo o Tejo e soltando pequenas exclamações como “Eu lembro-me daquilo”, “Oh pá nem acredito, isso ainda existe”, ou então “Olha, a última edição da Mónica” ou qualquer coisa assim.

Fiquem boquiabertos com o que vão observando, desde “artefactos” que nos fazem regredir até aos 5 anos de idade a roupa em 2ª mão, passando por joalharias invulgares e os lindíssimos azulejos.

Para almoçar ou petiscar, não é necessário sair do recinto da feira da Ladra, basta ir até ao jardim Botto Machado. Este jardim com um lindíssimo miradouro foi reaberto no Verão de 2009 após obras de requalificação.

Caso tenham saído de casa prevenidos com uma mochila de merendas, tirem tudo da mochila, estendam a toalha e aproveitem a calma, a vista e o sossego do jardim.

Caso a mochila não exista, não desesperem e sigam até ao quiosque–esplanada Clara Clara.

Depois do almoço e de terem aproveitado o sol, é hora de ir até à Rua Augusta, nº 24. Ou melhor, ao MUDE (Museu do Design e da Moda). A entrada é a custo zero e a exposição vale a pena, bem como a visita aos cofres do antigo Banco Nacional Ultramarino.

Desde peças de mobiliário, passando por objectos que utilizamos diariamente (como a caneta BIC), são expostos uma série de objectos que são um reflexo de movimentos e tendências ao nível do design e da moda.

Com o aproximar da noite chega uma nova questão. Onde se janta? Ora em Lisboa, principalmente na zona da Baixa/Alfama, onde se concentra o nosso tour de sábado, o que não falta são restaurantes. E eis que no meio de tantos e sem qualquer desmérito para com os restantes, a RDB sugere a “Bela”.

Uma tasca de vinhos e petiscos, que pela qualidade da comida e do ambiente acolhedor, vale a pena ser conhecida. Situada na Rua dos Remédios, 190, Alfama, não tenham pressas. A Bela, dona do restaurante, é de uma simpatia estonteante e todos se sentem em casa. É sim importante marcar mesa, porque sexta-feiras e sábados são sempre os dias em que a afluência é maior. O vinho servido, é o vinho da casa (que é óptimo, tanto o tinto como o branco) e as ementas, ideia muito original, são os rótulos das garrafas.

Depois da Bela e como se comeu muito, caso a noite esteja agradável, que tal ir-se a pé até à rua do Alecrim? Pelo caminho devem ser feitas pequenas pit stops de forma a recuperar energias e matar a sede.

Chegando à rua do Alecrim, existe um mundo de bares a serem redescobertos à escolha do freguês e do estado de espírito.

Quando quiserem, e talvez porque o dia foi cansativo, apanhem um táxi e sigam para casa para ter “uma noite descansada”.

Domingo

Brunch

Como domingo que é domingo começa “tarde e a más horas”, quando acordarem sem paciência para fazer nada mas com uma fome tremenda, calcem novamente os ténis e rumem até à rua da Madalena à la boulangerie by stef. Uma tentação para os grandes apreciadores de pão e uma óptima escolha para um brunch.



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