Indie Music Talents: Quase Nicolau
O Indie Talents, prepara-se para a sua etapa lisboeta, que terá lugar no próximo dia 21 no Musicbox. Para além dos Daisy Capital Hotel que, como banda convidada irá abrir a noite, serão quatro as bandas que irão actuar, com o Indie Music Fest em Setembro no horizonte. Em jeito de antecipação falámos com cada uma das quatro, a quem colocámos o mesmo conjunto de 9 perguntas. Uma forma de ficarem a conhecer melhor cada uma delas, antes de subirem ao palco da sala da Rua Nova do Carvalho. Fiquem a saber um pouco mais sobre Zé Vargas, Momma T, Manila e Quase Nicolau.
Eis os Quase Nicolau!
RDB: Como nasceu o projeto e que caminho foi percorrido até aqui?
Quase Nicolau (QN): A banda nasceu pouco a pouco, de 2018 a 2019. Dois amigos que se juntavam para ouvir música foram descobrindo algumas melodias suas e decidiram convidar outros amigos, de infância e da faculdade, para lhes dar corpo. Em 2021 lançámos um primeiro EP, “Alvorada”, e agora, depois dos três singles “O Que For”, “Primeiro Amor” e “Beira-fogo”, estamos prestes a lançar o nosso primeiro álbum, “Felicidade Moderna”, a 11 de Abril.
RDB: Quais as maiores influências na vossa sonoridade?
QN: Somos cinco com gostos e passados musicais muito diferentes, do jazz e música clássica ao rock, folk e blues aprendidos por casa. Em comum temos uma grande apreciação pelas formas da canção e do álbum. Embora saibamos admitir que grupos como The Beach Boys e Radiohead nos deram o impulso inicial necessário para ousarmos fazer música nossa, tentamos não nos prender a nenhum dos artistas que admiramos.
RDB: O que vos inspira quando começam a criar canções?
QN: As nossas canções começam sempre com a harmonia. Os acordes têm de nos intrigar, de nos transportar. Depois as melodias vão aparecendo, trazendo-nos as palavras, e à medida que a canção se torna mais clara, a instrumentação também vai sendo desvendada.
RDB: Há alguma história curiosa por trás de alguma das canções, por exemplo?
QN: A ideia para a última canção do disco, que dá a todo o conjunto o título e o movimento, veio de um sonho. «Felicidade Moderna» foi apenas assunto de conversa durante meses, até que um de nós descobriu os acordes do refrão e enviou uma mensagem a outro perguntando: “Será isto felicidade moderna?”. Sem querer estava feito o verso principal do refrão.
RDB: Como é que chegaram ao Indie Talents?
QN: Vimos os Indie Talents numa página de divulgação cultural e pensámos logo que valeria a pena tentar a nossa sorte. E para nossa alegria vamos mesmo tocar no Musicbox!
RDB: Num meio cada vez mais exigente e duro, que importância acham que estas iniciativas têm para projetos emergentes?
QN: Iniciativas de promoção de música emergente são fundamentais. Não só para bandas e artistas, a quem é dada a oportunidade de mostrar o seu trabalho, como para o público, que pode, assim, conhecer outra face do que hoje por aí se faz, afastando-se daquilo a que está habituado e deparando-se com música diferente, possivelmente desafiadora, comovente e inspiradora.
RDB: Há alguma banda do alinhamento com quem já tenham cruzado caminhos ou que estejam curiosos para ver ao vivo?
QN: Nunca cruzámos caminhos com as outras bandas e artistas de 21 de Março, por isso estamos muito curiosos por descobrir tanta nova música! De Manila já ouvimos falar através de amigos, mas os restantes serão uma surpresa tão grande para nós como para o público.
RDB: Onde gostariam de levar a vossa música a seguir? Algum palco de sonho?
QN: Gostaríamos de levar a nossa música a tantos palcos quanto possível! Depois de quase dois anos passados sobretudo em estúdio, queremos partilhar as nossas canções com toda a gente. Claro que um dia gostaríamos de regressar a Paredes de Coura, onde tocámos em 2023, para nos apresentarmos num palco maior, mas os nossos sonhos estendem-se por todo o país.
RDB: Se pudessem escolher uma colaboração nacional ou internacional, com quem seria?
QN: Tanta gente! Entre nós os cinco encontramos ideias que dariam resultados muito diferentes. Em Portugal quem sabe o Camané, a MARO, A Sul, ou noutro registo o Mário Laginha. Fora do país, o Tim Bernardes. Ainda mais longe, talvez na esfera do impossível, a DOMi e o JD Beck, o Jacob Collier, o Four Tet.
Conheçam também a Momma T, Zé Vargas e Manila.
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