Indie Talents Musicbox: Momma T
Conheçam as bandas que vão passar pela etapa do Indie Talents no Musicbox.
O Indie Talents, prepara-se para a sua etapa lisboeta, que terá lugar no próximo dia 21 no Musicbox. Para além dos Daisy Capital Hotel que, como banda convidada irá abrir a noite, serão quatro as bandas que irão actuar, com o Indie Music Fest em Setembro no horizonte. Em jeito de antecipação falámos com cada uma das quatro, a quem colocámos o mesmo conjunto de 9 perguntas. Uma forma de ficarem a conhecer melhor cada uma delas, antes de subirem ao palco da sala da Rua Nova do Carvalho. Fiquem a saber um pouco mais sobre Zé Vargas, Momma T, Manila e Quase Nicolau.
Eis Momma T!
RDB: Como nasceu o projeto e que caminho foi percorrido até aqui?
Momma T (MT): O meu projeto nasceu por volta de 2014, em Évora, cidade em que cresci. Já tocava guitarra desde os 11 anos e por volta dos 15 comecei a tocar com as minhas primeiras bandas, e foi assim que percebi que Momma T era uma entidade poderosa, líder, e continuei o meu percurso a solo até hoje, tendo já dado vários concertos e participado em festivais (como o festival Emergente, em 2022).
RDB: Quais as maiores influências na tua sonoridade?
MT: As minhas maiores influências são o blues, o funk e o soul, embora hoje em dia os meus temas reflitam vários outros estilos modernos, como o trap e R&B alternativo.
RDB: O que te inspira quando começam a criar canções?
MT: As minhas canções nascem sempre da necessidade de expressar algo que estou a viver, é a minha forma de lidar com as minhas emoções e sarar as minhas feridas.
RDB: Há alguma história curiosa por trás de alguma das canções, por exemplo?
MT: Um bom exemplo disso é o meu novo single «Twist The Knife», que nasceu de um dia péssimo numa altura péssima da minha vida, e canalizei toda a revolta para escrever este tema, que tem uma vibe super badass, e acabou por ser uma metamorfose da dor que eu sentia e ajudou-me a ver o lado bom da situação.
RDB: Como é que chegaram/chegaste ao Indie Talents?
MT: Cheguei ao Indie Talents a convite do Tiago Nalha, que me abordou no Instagram, e eu disse logo que sim, claro!
RDB: Num meio cada vez mais exigente e duro, que importância achas que estas iniciativas têm para projetos emergentes?
MT: Acho que iniciativas como esta, para dar a conhecer novos artistas e sobretudo dar-lhes oportunidade de integrar festivais maiores, são essenciais, porque realmente a vida de artista independente não é fácil.
RDB: Há alguma banda do alinhamento com quem já tenham cruzado caminhos ou que estejam curiosos para ver ao vivo?
MT: O único outro artista do Indie Talents com quem já me cruzei é o Zé Vargas, que estava a acabar uma sessão no meu estúdio, o InSound. Lembro-me que ficámos a falar um pouco, e tenho muita curiosidade para vê-lo ao vivo, já que partilhamos um amor pela arte da blues guitar.
RDB: Onde gostarias de levar a tua música a seguir? Algum palco de sonho?
MT: Palcos de sonho…adorava tocar em algum festival grande, como o Paredes de Coura por exemplo, mas acho que o mais importante é o público, e se o público for bom, qualquer palco é um sonho!
RDB: Se pudesses escolher uma colaboração nacional ou internacional, com quem seria?
MT: Já a minha colaboração de sonho (internacional) seria com a Yebba ou a Raye, que são das minhas artistas preferidas da atualidade.
Conheçam também o Zé Vargas, Manila e Quase Nicolau.
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