Into The Wild

“Into The Wild” | A Intemporalidade da Essência Humana

"Happiness only real when shared"

Clichê ou não, esta é a citação de Christopher McCandless que mais me marcou durante o visionamento deste filme e que, penso eu, melhor resume o tema e a mensagem que aborda.

“Into The Wild”, lançado em 2007, da autoria de Sean Penn e que conta com o talento e prestação de atores como Emile HirschVince Vaughn e Catherine Keener, permite-nos contactar com uma história real de vida que merece ser tida em conta e notada pelas cruciais lições de vida que emana e que encerra em si quanto à natureza e essência da humanidade, da sociedade

O filme aborda uma experiência vivencial biográfica de Christopher McCandless, um jovem perturbado pelo seu seio familiar que nunca lhe permitiu ter espaço pessoal suficiente e essencial, que tem lugar após terminar a sua licenciatura na Universidade Emory em Atlanta, Georgia, no começo dos anos 90, aquando decide despojar-se da materialidade e futilidade da vida com base na sociedade moderna em busca da sua verdade espiritual em torno do conceito de felicidade no seu expoente de autenticidade. Ao longo da ação, conhece inúmeras localidades e estados americanos e, consequentemente, novas pessoas, que o marcam e com quem contacta com grande intimidade e genuidade, valores simbolizados pela natureza, na qual decide embrenhar-se em busca de respostas acerca de si e do mundo que o rodeia. Variadas aventuras vive, e, independentemente de estas serem positivas ou negativas, alcança através delas uma enorme força de ser que lhe garante o que buscava incessantemente: felicidade pela simplicidade ou humildade de ser, que se aceita e se reconhece individualmente e em comunidade.

Com um soundtrack que conta com o forte e exímio contributo de Eddie Vedder, o que se torna numa mais valia para espelhar e forma bela e eficaz a introspeção inerente à natureza em si e à essência pessoal que guardamos em nós, o filme trata a experiência pessoal de Alexander Supertramp (nome que Christopher assume para refletir a sua nova identidade renovada no essencial e benéfico que a vida nos dá e alcançamos) em torno da busca de si mesmo, do seu verdadeiro “eu”, da sua individualidade e subjetividade autênticas, puras, sem “manchas” artificiais causadas pelo que é desnecessário e fundado no que é supérfluo, e, também, a intemporalidade da essência humana, pessoal ou em comunidade, que se deve manter humilde e natural para se alcançar a tão desejada alegria e satisfação na vida, a concretização do ser.

Uma verdadeira obra de mestre plena de belos cenários naturais instrospetivos que realçam fortes emoções e sentimentos, lições de vida e mensagens que nos marcam com vigor, revitalizando-nos, encerra em si imensas aprendizagens fulcrais para o progresso pessoal humano e em sociedade, que nos relembram que simplicidade é tudo na vida e que só através dela alcançamos o que mais desejamos. Que venha essa felicidade!



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