JARDIM é a nova produção da CTB

A CTB – Companhia de Teatro de Braga está a preparar a terceira produção do ano, Jardim é o nome do novo espectáculo.

Com autoria e encenação de Alexej Schipenko, a nova criação artística marca o regresso do multifacetado dramaturgo à CTB, numa colaboração que se estende há vários anos. Do autor russo radicado na Alemanha constam no curriculum da CTB várias peças: Da Vida de Komikaze (2004), A Vida Como Exemplo (2006), Praça de Touros (2006), Último Acto (peça também da autoria de Anna Lannghoff que a CTB estreou em 2006 e “reconstruiu” no início de 2011), assim como, a adaptação teatral da epopeia portuguesa Os Lusíadas (2008).

Com estreia marcada para dia 28 do próximo mês, Jardim estará em cena no Pequeno Auditório do Theatro Circo também nos dias 29 e 30 de Julho, às 21h30.

Alexej Schipenko nasceu em 1961, em Stavropol (Rússia), e cresceu em Sebastopol (Ucrânia).

Schipenko começou muito cedo a escrever monólogos e poemas. Guitarrista, animador de um grupo de rock, estudou na Escola Estúdio do Teatro de Arte de Moscovo. A sua primeira peça “O Observador” (1984) foi representada por um dos gurus da cultura paralela. A marca do rock lê-se no estilo sincopado de “A Morte de Van Helen” (1987), peça que obteve um enorme sucesso junto dos jovens espectadores que se reconheceram nos personagens marginais em crise.

Desprovida de psicologia, a obra de Schipenko abre uma questão sobre o Fim da Humanidade, num caos de imagens e através de discursos paródicos embelezados de clichés de “língua de pau” (“Arqueologia”, 1988 e “Um Cadáver Vivo”, 1990).

Schipenko, que já foi um futebolista profissional consagrado, vive em Berlim desde 1992, onde no ano seguinte dirigiu a sua obra “Da Vida de Komikaze”. Entre outros teatros, o encenador trabalhou no Baracke Deustches Theater, dirigido por Thomas Ostermeier que encenou a sua peça “Suzuki” e com quem trabalha regularmente.

Entre 1981 e 1991 escreveu um grande número de peças: “Verona”, “Economia Natural a Shambala”, “O Meu Mercedes Branco”… Depois escreveu “The New Field Theory”, “A Casa dos Leões”, “Moscovo – Frankfurt”, “A Nova Mulher de Poskryobieksi”, “Las Russian Play”, “A Minha pátria é a Rússia”…, e ainda a peça-filme “Kursk” que estabelece um paralelismo entre o romance de D. Pedro e Inês de Castro, o afundamento do submarino Russo no mar do Norte e o terrorismo na Tchechénia.

Em 2005 e 2006 encenou na Companhia de Teatro de Braga as peças “A Vida Como Exemplo” e “Praça de Touros”, escritas propositadamente para a CTB, e em 2008 encenou “Os Lusíadas”, a partir da obra de Luís de Camões.

Alexej Schipenko é um dos mais radicais autores russos, na procura de uma nova escrita dramática.



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