LUX | 27 de Abril | Black Balloon by Pedro Ramos | Joan As Police Woman, Junior Boys (DJ set), Tiga

No próximo dia 27, às 23h00, o Lux apresenta um concerto de Joan as Police Woman num formato intimista, a solo. A apresentação está integrada numa noite Black Balloon, as festas programadas por Pedro Ramos da Radar, que partilha a cabine com Matt Didemus, dos Junior Boys. Na discoteca, a partir das 00h00, actuam Tiga e Yen Sung.

“A química com Joan ao longo dos anos transformou-se no atrevimento de lhe propor um concerto mais intimista, apenas dela a degladiar-se com as canções dos seus três álbuns. Na Black Balloon #4, Joan As Police Woman apresenta-se sozinha ao piano, momento raro numa actual digressão em que habitualmente toca no formato trio.Joan Wasser (o seu nome à paisana) assina no último “The Deep Field” um disco de exploração, uma obra onde se percebe melhor a menina que cresceu numa escola pública no centro da comunidade negra do Connecticut, a norte de Nova-Iorque, a ouvir Public Enemy como se nada mais existisse no mundo, embora em casa fosse obrigada a estudar violino.Mais optimista que o segundo álbum “To Survive”, pesado relato da morte da mãe, “The Deep Field” é uma sala cheia de músicos brancos sobreviventes dos 90’s, apaixonados por Stevie Wonder e Marvin Gaye, à procura desse Som, tocando simplesmente pelo prazer de o poder fazer. Há o single pop imediato de “Magic”, o dueto com Joseph Arthur em “Run For Love”, o acenar a John Lennon em “Nervous” e até um Barry White de plástico em “Human Condition”.

Não consigo desacelerar o meu galopante entusiasmo ao imaginar como soarão estas canções despidas de banda. Ou a sedutora “The Ride” do primeiro álbum “Real Life”. Aventurar-se-á ela a sós pelos duetos “I Defy” (com Antony dos Johnson) e “To America” (com Rufus Wainwright)? Tocará versões do EP Covers?

Faça o que fizer, quem somos nós para oferecer resistência?

Esta viagem é dela. Devemos apenas obedecer à autoridade e saber ser conduzidos ordeiramente de canção em canção.

Nunca uma mulher de uniforme foi tão vulnerável.” (Pedro Ramos).



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