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Macy Gray

Aula Magna. 23 de Novembro de 2010.

Passado um ano da sua passagem pelo Coliseu, Macy Gray regressou a Lisboa, bem acompanhada (destaque para a voz que a acompanharia em vários momentos ao longo do espectáculo – Honey Larochelle – e que se evidenciaria num registo soul/r&b mais positivamente que a própria Macy).

A cantora norte-americana veio apresentar o seu mais recente trabalho, “The Sellout”. Após um início exímio assegurado por Honey Larochelle, Macy entra em cena ao som de «Ghetto Love» do álbum “Big” (datado de 2007).

Foram vários os momentos em que Macy perdeu o protagonismo para uma exuberante e imponente segunda voz que brilhou nas versões de «Creep» (dos Radiohead) e «Nothing Else Matters» (de Metallica).
«Kissed It» do último disco foi o prenúncio injectado a um público pouco interveniente para que se fizesse ouvir/sentir.

O público acedeu e na implosão do rastilho deixado pela cantora e resto da banda fê-lo viajar, em regozijo, pelo passado. Ouviam-se, assim, as «Caligula» e «On How Life Us» que marcaram a sua estreia em 1999.

Entre palmas, incentivadas  a compasso, e de pé os presentes acompanhariam em «Glad You´re Here», «Stalker» e nas já mencionadas «Creep» e «Nothing Else Matters».

Com «On & On» e «Why Didn`t You Call Me?» a participatividade do público crescia e em «Still» e «Sweet Baby» os fãs da cantora persistiam na comprovação de que lhe (re)conhecem bem os sonidos.

«Sexual Revolution» e «That Man» davam mais uma vez destaque à textura e intensidade da segunda voz que se juntou ao colectivo. Um pormenor engraçado aquando da primeira destas, que originou um dos momentos mais festivos da noite: vários cartazes entregues pela plateia com partes da letra da música.
Macy teve o seu mais mágico momento quando agarrou, na sua rouquidão característica, o conhecidíssimo tema «I Try».

«We Are The Champions», dos Queen, teve direito a solo de guitarra, com o público a fazer os vocais em uníssono.

Foi uma noite temperada em que se destacaria sobretudo a excelência dos músicos que a acompanharam,
assim como a irreverência e volúpia física e vocal de Honey Larochelle.



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