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MODALISBOA – CURIOUSER | DIA 2

De volta aos Paços do concelho e ao Pátio da Galé o segundo dia do Moda Lisboa pôde contar com grandes nomes como Valentim Quaresma, Alexandra Moura, Miguel Vieira, entre outros...

Valentim Quaresma une a moda ao cinema para uma coleção de inspiração nitidamente Hitchcockiana. Num vôo perfeito que transporta a audiência para o mundo das trevas, os Pássaros invadem a sala adornados de cabedal e peças de joalharia fenomenais em metalizado, preto e dourado. Cada personagem evoca um estado de espirito particular sob um tema comum que se destaca por desafiar o azul pacífico e luminoso da Casa da Balança na Marinha Portuguesa – local onde decorreu a apresentação. “Contemplação” é a proposta do artista para o outono-inverno 15/16, na qual a coexistência entre os metais poderosamente interligados resulta numa visita ao submundo de onde emerge a matéria-prima.

Dawid Tomaszewski – designer convidado desta edição – eleva a elegância ao extremo com “Introspection”, uma coleção resultante de uma forte paixão pela arquitetura, pela música e pela arte contemporânea. Fortemente inspirado pelos artistas Francois Morellet, David Spriggs e Nobuhiro Nakanishi, o designer apresenta-nos uma nova visão do inverno com silhuetas simples e fluidas que se dispersam entre cores acolhedoras e naturais como o intensive grey, os nude, o black and gold e umas quantas nuances de azul, que resultam na perfeição quando conjugadas com a seda pura, a lã e a caxemira escolhidas pelo designer. Uma coleção clássica e requintada elaborada para uma autêntica ‘diva’ cosmopolita, cujo os pormenores de joalharia nas mangas, as bainhas criativas e as teias de brilho que se deixam vislumbrar nos longos vestidos e jumpsuits desta coleção prêt-à-porter.

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Texturas oriundas de uma natureza seca, são a inspiração de Luís Carvalho para “DRY”. A simplicidade e fluidez dos anos 30 unem-se à delicadeza de uma coleção estruturada em silhuetas XL. Vários tons de verde, mostarda, preto e bege unem-se num contraste masculino/feminino.

Ricardo Preto, um dos estilistas mais aguardados do segundo dia, propôs peças com um corte marcadamente geométrico e tridimensional. “Quiet Riot” sugere um inverno austero e oferece uma alternativa ao fato clássico e aos modelos rigorosos que esta estação exige através das transparências e da união entre o conforto e a classe inerente ao requinte dos materiais escolhidos. Dividida em duas partes distintas, o branco total dá lugar aos padrões, aos tons terra, ao azul e ao preto numa coleção que tem tanto de 60’s e 70’s como de atualidade.

O estilo de Alexandra Moura define-se pela diversidade e pelos excessos. Os sobretudos oversized, as conjugações de retalhos circulares e retangulares extremamente trabalhadas, os drapeados e o mix&match de tecidos e de texturas conferem às peças da coleção um je ne sais quoi especial. Mais ou menos extremos, os modelos monocromáticos da designer unem-se a padrões peculiares dominados pelas diferentes explosões de cor.

O consagrado estilista Miguel Vieira manteve a sua assinatura a preto e branco com uns apontamentos de verde e beringela, numa coleção que visa redescobrir novas formas de tornar as silhuetas clássicas em peças de desejo contemporâneas. A elegância de Vieira pauta-se não só pela qualidade inigualável dos materiais e acabamentos meticulosos que integram já a identidade da marca, como também pela capacidade de transformar de transformar peças aparentemente relaxadas em autênticos modelos de haute couture.

A sofisticação, o design e as exigências e necessidades do universo feminino foram o mote da coleção What’s Next? de Aleksandar Protic, que se une à Samsung para a Fall-Winter 15/16 collection. Numa coleção direcionada para o futuro as modelos desfilaram com o novo Samsung Galaxy S6 e S6 edge envergando peças marcantes que se perdem entre o branco, o preto o bege e o marfim, complementadas por blocos metalizados. A visão futurista encontra-se fortemente visível na aparência inovadora das calças apresentadas por Protic.

A encerrar o segundo dia, o estilista português Carlos Gil fez questão de atribuir o papel de destaque à rainha de copas – integrando-se perfeitamente no mote desta edição. “ALL IN, THE LUCKY GAME”, é uma coleção nitidamente inspirada numa partida de poker, uma fusão de estilos e padrões audazes que funcionam como uma metáfora da própria vida em que a sorte por si só tem força suficiente para nos deixar viciados.

 



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