MODALISBOA – The Timers | Dia 1

MODALISBOA – The Timers | Dia 1

The Timers: agarrar a essência contemporânea da cultura e da moda numa cápsula do tempo, que permaneça como assinatura dos autores que transformam o seu tempo em arte e os seus sonhos na nossa realidade», foi este o mote da organização para mais uma edição da Lisbon Fashion week

Começou ontem, dia 9, mais uma edição da Moda Lisboa. «The timers» foi o tema escolhido para receber a coleção primavera/verão 2016 dos principais designers portuguesas. Os The Timers trazem consigo peças que têm tanto de moderno como de intemporal, uma geração que olha para o futuro com vontade de ir mais além. São a geração do agora, do imediato. Uma geração que não tem medo de inovar e dar voz aos seus sonhos.

Coube mais uma vez ao SANGUE NOVO – uma plataforma de apresentação do trabalho de um coletivo de jovens designers – o desafio de inaugurar a passerelle. Banda, Carolina Machado, CARLOTAOMS, Cristina Real, David Catalán, Inês Duvale, Patrick de Pádua, Rúben Damásio, Sara Santos e Tânia Nicole foram as promessas desta edição.

A honra de representar Portugal no FashionClash – festival holandês de moda – foi este ano atribuída à estilista Tânia Nicole com as silhuetas de «Individuality». Uma coleção inspirada nos grupos revolucionários dos anos 20 da cidade de Londres que lutavam por uma maior individualidade, praticabilidade, saúde e conforto. Já Sara Santos com a coleção «Teentakeover» foi a primeira vencedora do Prémio ModaLisboa, composto por um Master Level Certificate in the Fashion Area e um workshop de cinco semanas em Milão oferecido pela Domus Academy.

AWAYTOMARS viaja até aos Paços do Concelho com PERENE 2, uma coleção que «instiga a dinâmica entre o tempo, o efémero e o consumo». Peças assimétricas e fluídas em tecidos com um brilho tão suave que quase se tornava angelical, blusões e camisas que ultrapassam os joelhos em tons de azul e vermelho unem-se a padrões psicadélicos e a sobreposições de texturas, tecidos e cores unidas de cima a baixo por linhas de botões. Um pacto de equilíbrio entre o tempo, o espaço e o próprio corpo. Já Catarina Oliveira deixou-se inspirar pelo controlo que a mente humana exerce sobre os instintos básicos do nosso ser, numa coleção intitulada «Savage Mind» que une os coletes, os casacos e as saias plissadas dos anos 70 a transparências e tecidos leves com estampados, desenvolvidos pela artista Ana Lira, que ilustram a vitória dos instintos sobre os limites autoimpostos pela consciência e a pela sociedade.

As silhuetas XL do designer Luís Carvalho invadem as passerelles numa coleção que tem tanto de romântica como de apocalíptica. Inês Castelo Branco inaugurou o desfile que em tons de preto, cinzento, branco e diversos tons de azul culminou numa «FLOWER EXPLOSION». Exploradas de várias formas e em materiais que oscilam entre o algodão, o crepe o cetim e o vinil as flores foram os pilares desta coleção.

A encerrar o primeiro dia desta edição, o estilista Carlos Gil, presenteou a audiência com a “The New Sartorial”. Uma coleção sensacional que procura mostrar ao mundo que a costura também é uma arte. Idealizando cada peça com o sentimento expressionista, o estilista envolve as formas femininas com a mestria de um arquiteto, que veste as cidades de majestosos edifícios. Os tons neutros unem-se a um laranja e um azul vibrante que nos transporta para os anos 70 com todo o glamour e vivacidade da mulher dos anos 20.

 



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