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NOS Primavera Sound 2018 | Antevisão

Agora que a Primavera arrancou oficialmente e que já conhecemos a programação dária estão reunidas as condições para escalpelizarmos o cartaz de NOS Primavera Sound 2018, que decorrerá mais uma vez no Parque da Cidade Invicta.

No dia inaugural, a par de alguns nomes bem conhecidos e amados pelos melómanos nacionais, tais como Father John Misty ou Rhye, temos Lorde e Tyler, The Creator como nomes mais sonantes. A cantora neo-zelandesa trará as suas composições de pop acutilante, com especial foco para aquelas pertencentes ao mais recente “Melodrama”, ao passo que o rapper saído do colectivo Odd Future bombeará as suas rimas e batidas™ para gáudio da falange de apoio do hip-hop, cada vez mais numerosa nos festivais portugueses. Como nome surpresa indicamos a australiana Alex Lahey, que lançou este ano o seu primeiro disco após um par de Eps, e que produz um indie rock bem jovial.

Na sexta-feira o leque de opções alarga e o hip-hop é novamente figura de proa, desta feita representado por A$AP Rocky e Vince Staples. O primeiro tem aguçado o apetite dos fãs com uma faixa partilhada nos últimos dias, «Bad Company», e que poderá significar que o álbum editado em 2015 poderá ter sucessor este ano. Vince também deu novidades recentemente, após ter lançado uma campanha para supostamente financiar a sua reforma e retirar-se da cena musical. A campanha valeu somente como rampa de lançamento do seu novo tema «Get The F * ck Off My D * ck». Ainda no universo da música negra há que destacar o virtuoso Thundercat ou Ibeyi, com os maravilhosos esquemas vocais das manas Díaz. Falando em manas, a nível do indie rock a maior nota de destaque vai para o regresso de Kim e Kelley Deal e os seus The Breeders, com direito a álbum novo e tudo, num espectro do cartaz em que estarão devidamente acompanhadas por nomes como Grizzly Bear ou Unknown Mortal Orchestra. Como joker para este dia 8 de Junho apostamos em Superorganism, a nova coqueluche liderada pela já carismática, e enigmática, Orono Noguchi.

O trono do dia de encerramento está reservado para Nick Cave, e os seus Bad Seeds encabeçados pelo brilhante Warren Ellis, que trará ao Porto o espectáculo “Distant Sky”, a estrear em Abril no nosso país na versão cinema. Ainda sob a nuvem de “Skeleton Tree”,  prevê-se uma experiência arrebatadora e ainda mais intensa que o habitual proporcionada pelo crooner australiano. Também em letras grandes no cartaz encontramos The War On Drugs, com o Grammy de melhor álbum de rock no bolso, os incessantemente inspirados Mogwai (para os seguidores deste género é aconselhada a presença na performance de Public Service Broadcast) e o experimentalista venezuelano Arca, numa aparição certamente muito aguardada pelos mais atentos. Imperdível será igualmente a actuação do magistral Nils Frahm, que ainda para mais tem disco a estrear ao vivo, “All Melody” de seu nome. Sábado vale, teoricamente, como o dia com mais talentos emergentes que poderão ser carimbados como revelação pela multidão que acorrerá ao Parque da Cidade: desde a voz ímpar de Vagabon, passando pela criatividade de Kelsey Lu ou o indie-pop sóbrio mas sólido de Jay Som.

Em suma, trata-se dum cardápio bem característico do Primavera Sound, que não só trata das espécies bem germinadas, como nunca descura plantar novas sementes musicais, saciando o desejo de um público interessado e variado. Os passes gerais têm o preço de 125€ enquanto os bilhetes diários custam 60€, estando disponíveis na BOL, Ticketea, Portal NOS Primavera Sound e locais habituais (FNAC, CTT, El Corte Inglès, etc).

 



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