“NYPD Red” | James Patterson

“NYPD Red” | James Patterson

A polícia veste-se de vermelho

Já se sabe que isto de ricos e pobres serem todos iguais, a ser parente da verdade, só mesmo em cartas ou constituções bem intencionadas. Em “NYPD Red” (Topseller, 2013), do americano James Patterson – com uma mão amiga de Marshall Karp -, dos trinta e cinco mil polícias que tratam de fazer de Nova Iorque uma cidade segura há setenta e cinco que tratam de proteger os interesses dos cidadãos mais ricos e poderosos de Manhattan. No início quase que se perdia a vergonha e se fazia tudo às claras mas, para não ferir susceptibilidades ou provocar tumultos, a “unidade especial de resposta a vítimas de alto perfil” acabou tranformada num mais discreto e insondável NYPD Red.

Assim, quando um produtor de cinema é envenenado, um actor é assassinado num local de filmagens e um cocktail molotov rebenta em plena festividade, é necessário que o detective Zach Jordan, juntamente com a sua ex-namorada – e nova parceira – Kylie MacDonald, se chegue à frente para caçar um serial killer com uma estranha tara por gente de cinema. E que, na sua cabeça, tem a passar um guião que faz da realidade uma daquelas grandes produções onde se gastam fortunas em arros, figurantes e explosivos.

Patterson mantém aqui todas as características por que é conhecido: capítulos curtos, assassinos sem a conta toda, detectives esforçados e uma história que nunca baixa da quarta mudança. Pena é que o assassino mostre a cara logo desde o início, retirando assim o gozo de uma investigação policial por conta própria.



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