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O Denim regressou

Esteve fora e não demos por nada? Impossível. Teríamos sentido a falta de um amigo de longa data assim

Quando se avaliam dados económicos a frio, racionalmente, realmente temos de concluir que o denim está de volta; que as vendas, e os lucros, de artigos de confecção deste tecido voltaram a subir em força. Como já não acontecia desde que o consumo jovem associado ao uso de jeans migrara para outras tendências.

É a economia, estúpido – a lógica económica. Mas como é que um tecido frio no Inverno e quente no Verão se poderia alguma vez deixar prender por lógicas meramente economicistas? O denim é a prova provada de que a explicação económica para tudo não basta aos humanos. Poderíamos querer um tecido mais macio, mais versátil, mais leve, mas não, o que queremos mesmo é um bom par de jeans.

A história do denim como material de vestuário é toda ela repleta de meias verdades e de muita efabulação. Diz-se que remonta ao pano de Nîmes, cidade francesa que também fornecia a farda da armada de Génova. “Genes” seria a alcunha dos marineiros genoveses, o que viria dar jeans. Ou o mítico nascimento da Levi’s (os americanos dizem “Livaiz”), que já ombreia com as fantásticas histórias da Rota da Seda.

Nas últimas décadas do século XX, o denim saiu do seu clássico azul denim e tornou-se pré-lavado, pré-amaciado e pré-usado, ou pelo menos com esses aspectos. Ganhou diversidade, democratizou-se, tornou-se universal. Os rebeldes sem causa, para quem os jeans eram farda obrigatória, também tinham agora à disposição outras maneiras de expressar a sua diferença. Os tempos dos revivalismos, da roupa vintage ou do sportswear, a invadir as passagens de Moda não foram benéficos para o denim. Isto no Ocidente, porque na Ásia e em África, eles vão substituir (ou conviver) com as formas e vestir tradicionais e o seu consumo dispara em flecha.

Hoje, uns jeans tanto podem custar 5 euros numa promoção de um supermercado, como custarem 500 euros numa colecção de Moda com griffe, e não deve haver outro tecido capaz desta versatilidade no que toca aos preços. Podemos mesmo afirmar que, esteja onde estiver, neste mundo há sempre uns jeans à sua medida… ou à medida da sua carteira.



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