O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado

“O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado”

Noite de Carnaval, diferentes enredos, diferentes planos de como passar umas horas de suposta folia servem de mote a um thriller em formato de curta-metragem. Entrevista com o realizador Nuno Matos.

Nuno Matos, licenciado em Cinema pela Universidade da Beira Interior vê agora o seu esforço ser recompensado com o feedback positivo que tem tido do seu projecto final “O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado”. Fizemos-lhe algumas questões acerca das suas influências enquanto cineasta e dos caminhos que a sua obra de 2012 tem percorrido em festivais como New York Portuguese Short Film Festival. Falamos assim de um exemplo de sucesso no Cinema português, enquanto projecto académico, cujo espaço de manobra nem sempre parece alargado à medida das ideias dos jovens realizadores.

Quais as tuas maiores influências enquanto cineasta/realizador?

Enquanto cineasta não tenho propriamente “maiores influências”, isso acaba por depender muito da obra em que estou a trabalhar em determinado momento. De forma geral, consumo muito cinema, de todo o tipo, independentemente do autor, tema, género ou país de origem. Procuro sempre acompanhar o que de melhor se faz nesta área porque em cada filme podem encontrar-se novas ideias, novas formas de abordar determinado assunto, sentimento ou emoção. Também é muito frequente inspirar-me em situações caricatas que surjam no quotidiano. No caso d’O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado aconteceu isso mesmo, inspirei-me em alguns elementos de determinados filmes, como por exemplo “Seul Contre Tous”, de Gaspar Noé e “La Haine”, de Mathieu Kassovitz, já a construção dos personagens e a história foi parcialmente inspirada em situações reais. O argumento para este filme foi parcialmente inspirado numa situação real. Eu precisava escrever um guião para apresentar como projeto final e queria verdadeiramente que o filme tivesse algum impacto, depois de muitas outras ideias que nada têm a ver com este filme, decidi assumir como ponto de partida uma situação real que presenciei e daí avançar com a ideia da violência urbana.

O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado

Qual o papel da Universidade da Beira Interior neste projecto?

A partir do momento em que este projeto foi aprovado, o papel da Universidade foi precisamente acompanhá-lo e assegurar-se que fosse produzido da melhor forma perante determinadas regras, na grande maioria impostas com vista uma última preparação dos alunos antes de entrarem no mercado de trabalho.

Qual foi o orçamento ao dispor da equipa?

Recebemos 400 euros do ICA, conseguimos um apoio financeiro de 400 euros da freguesia de S. Salvador de Odemira e várias outras entidades da Covilhã contribuíram com pequenos meios que nos deram bastante jeito e nos aliviaram ligeiramente o orçamento.

Que repercussões se verificaram após a participação d’O Sol em inúmeras mostras de Cinema?

A presença em festivais e mostras de cinema é sempre uma boa ajuda para a divulgação do trabalho do autor, especialmente quando em início de carreira. É claro que depois das exibições nos Estados Unidos, Londres, Brasil e agora no Curtas Vila do Conde, muito mais pessoas têm demonstrado interesse pelo filme. É bastante gratificante na medida em que vês o teu trabalho reconhecido e isso certamente valorizará o teu portefólio.

Existem possibilidades de participação em novos festivais?

Possibilidades existem, tudo depende da opinião dos júris.

A que se dedicam os membros da equipa na actualidade?

Alguns procuram emprego, outros já estão a trabalhar e houve também quem optasse por continuar a estudar.

Casting: Alexandre Barata, Tomás Alves, Joana Hilário, Bruno Mateus, Welket Bungué, Igor Regalla e Paulo Runa

Escrito e Realizado por Nuno Matos
Produzido por Hélia Marcos
Direcção de Produção: Mariana Silva
Direcção de Fotografia: Rodrigo Lopo
Op. Câmara: Salvador Palma
Som: Guilherme Soares
MakeUp/Caracterização: Bé Jesus
Catering: Pedro Ruas
Montagem: Rodrigo Lopo
Assist. Realização: Nuno Gonçalves
Assist. Produção / Anotação: Renato Cota
Assist. Fotografia: Hélder Faria
Assist. Som: Paulo Lima

 

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