Olhos de Gigante – Teatro Nacional D.Maria II

“Olhos de Gigante”

A partir de Almada Negreiros, com dramaturgia e encenação de João Brites e Miguel Jesus. Em cena no Teatro Nacional D. Maria II

O Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), em co-produção com o Teatro O Bando, celebra o Dia Mundial do Teatro, dia 27 de Março, com a estreia da peça “Olhos de Gigante”. A partir de Almada Negreiros, com dramaturgia e encenação de João Brites e Miguel Jesus, esta é uma obra que produz um efeito colateral no espectador, fazendo-o repensar a sua própria condição e modo de existência no mundo.

Num intervalar entre monólogos e diálogos, Ana Brandão e Raúl Atalaia representam o sonho e, simultaneamente, a castração que o ser humano exerce em si próprio. Segundo Miguel Jesus, “sonhando ou não sonhando, todos seguimos divididos, existindo à vez dentro de nós mesmos. Por vezes vemos somente aquilo que está mais perto, ocupados com os afazeres de cada dia, por outras sonhamos com as paisagens e as quimeras mais longínquas, sem conseguirmos distinguir os contornos que nos rodeiam. Por vezes não sabemos sonhar se não a vida, por outras não sabemos viver se não o sonho”.

Esta peça é um desafio proposto directamente a qualquer pessoa, uma incitação da procura dos nossos próprios “olhos de gigante”. Tais olhos capazes de afirmarem, sem qualquer medo, que é possível aceder ao que não existe, transformando a ilusão numa realidade concreta e garantir que aquilo que se impõe ao nosso olhar, no dia-a-dia, é insuficiente e diminuto.

“Agarra bem a loucura dentro da mão”, é uma das frases que surge ao longo da peça, carregada de um simbolismo capaz de nos conduzir à evidência de que é na loucura, nas horas reveladoras de uma noite quase esquecida por nós, que é alcançada a verdade concreta daquilo que somos e do que poderemos vir a ser. Como o Teatro O Bando afirma, temos de saber “que algo terá de desaparecer quando a luz se apagar. Acreditando que alguma coisa finalmente aparecerá quando a escuridão se acender”.

“Olhos de Gigante” é apresentada na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, num cenário repleto de jogos constantes de luz e som, onde a sombra é exibida como um elemento central e aliado ao próprio ator.

Horários:

4.ª a Sábado às 21h15 (27 a 30 de Março)
4.ª e 5.ª às 11h; 6.ª e Sábado às 21h15; Domingo às 16h15 (3 a 21 de Abril)
A sessão com interpretação em língua gestual portuguesa é realizada dia 21 de Abril, às 16h15.



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