Luigi’s Mansion 2

“Luigi’s Mansion 2”

Doze anos depois, o irmão do picheleiro mais famoso do mundo continua assustado

“You have once again entered the world of survival horror…”

Assim poderia começar este regresso de Luigi ao universo do paranormal, após doze longos anos de ausência.

Decorria o longínquo ano de 2001 e a então novíssima Game Cube recebia como título de lançamento um jogo, não de Mario, mas de Luigi. Chegava a vez do irmão do picheleiro mais famoso do mundo deixar de lado o papel secundário do costume e protagonizar a sua própria aventura (para todos os nerds da Nintendo o título do anos 90 “Mario is Missing” não conta, OK? Aquilo assemelha-se mais a um software educacional, daqueles que sempre me interroguei quem é que comprava).

O título, esse, mudava também as regras do jogo. No rescaldo do boom 3D, quando todos esperavam um sucessor de “Mario 64”, Luigi acaba a protagonizar uma aventura com mais semelhanças a “Resident Evil” do que a “Super Mario Brothers”.

Neste jogo o irmão de Mario acabara de herdar uma mansão que, como qualquer casarão no meio do nada, estava assombrada. Cabia então a Luigi pôr um aspirador às costas (de nome Poltergust 5000) e dar uma de Caça Fantasmas enquanto resolvia uma série de puzzles.

O jogo virou clássico, sendo que o curto tempo de jogo era a queixa mais frequente dos fãs – afinal, uma mansão visita-se num instante e um jogador com muito tempo livre completa a aventura num par de tardes.

"Luigi's Mansion 2"

If there’s something strange, in your neighborhood, who ya gonna call? – LUIGI!!!

Com “Luigi’s Mansion 2” a coisa aumentou de proporção. Em vez de uma mansão, o jogador tem agora ao seu dispor cinco mansões diferentes onde terá de completar várias missões, repletas de puzzles e caças ao fantasma.

Luigi continua extremamente assustado ao percorrer os cenários, sempre acompanhado pelas sábias palavras do professor E. Gadd, que faz alguns comunicados durante o jogo, fornecendo pistas de como proceder para avançar.

A ausência de save points intermédios faz com que o jogador só possa salvar no final de cada missão, o que é um aspecto criticável do título. Uma vez que se destina a ser jogado numa consola portátil e que o jogador pode levar 30 minutos para completar uma missão, sente-se a falta de um sistema de save que permita uma melhor utilização da consola em curtos espaços de tempo.

"Luigi's Mansion 2"

Gente como nós: até tem uma DS e tudo…

Os puzzles a resolver mostram uma maior variedade e originalidade, revelando-se um factor predominante no título e respondendo de forma convincente aos que acharam a jogabilidade do primeiro jogo algo repetitiva. Se o primeiro era comparado com “Resident Evil” apenas pela mansão assustadora, os enigmas com que Luigi se irá deparar agora tornam os dois jogos um pouco mais próximos.

Existe também um modo multi-jogador, com pilhas para funcionar localmente, online, ou via Download Play. Mais voltado para a acção (vulgo caçar fantasmas) e a ser partilhado entre dois a quatro jogadores, aqui todos vão controlar Luigis (não há cá variedades como em “Super Smash Brothers”).

No patamar gráfico temos, como já é habitual, a Nintendo a dar cartas com as personagens mais queridas dos fãs. O jogo não é apenas do que de melhor se tem feito na 3DS, como também mostra um salto evolutivo em relação ao seu antecessor, mesmo confinado a um ecrã mais pequeno.

“Luigi’s Mansion” está bom e recomenda-se, constituindo uma boa evolução desde o primeiro lançamento.



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