Os Nossos Filhos

“OS NOSSOS FILHOS”

Às vezes não existe explicação para os nossos actos

É dificil imaginar o que leva uma mãe a matar o próprio filho, por vezes procuram-se explicações, às vezes criam-se teorias, mas na verdade é um acto que nunca poderá ser explicado.

Em “Os nossos filhos”, Joachim Lafosse inspira-se num acontecimento verídico para contar história do casal Murielle (Émilie Dequenne) e Mounir (Tahar Rahim), dois jovens apaixonados, que devido às circuntâncias da vida se vêm levados ao afastamento e à falta de comunicação enquanto casal.

Ela é uma jovem professora que adora o seu trabalho, ele um jovem ainda um pouco perdido sobre a sua vocação, mas que acaba por aceitar um trabalho com o seu pai adoptivo, Dr. Pinget, um homem que cuidou de Mounir desde pequeno e que passa a exercer uma forte influência sobre os dois.

Depois de um namoro rápido chega o casamento, a seguir os filhos, um, dois, três, quatro e o casal sem ter tempo para si e sempre pressionados por Pinget de quem dependem financeiramente. O sorriso de Murielle vai-se apagando e Mounir vai-se tornando cada vez mais austéro.

À medida que chegam os filhos ela vê-se reduzida a uma mulher totalmente submissa e sem ninguém para desabafar, um caminho que a vai levar à destruição.

“Os nossos filhos” conta mais do que uma história de uma mãe que chega ao seu limite, mostra-nos o apelo de muitas mulheres que se vêm totalmente anuladas perante a vida familiar.

Contando com as participações de Émilie Dequenne, Tahar Rahim e Niels Arestrup, que brilhantemente haviamos visto em “O Profeta” de Jacques Audiard, este filme promete abalar algumas ideias que temos dadas como garantidas.



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