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Pointe to Point 2009

Frenesim contemporâneo no Museu do Oriente

O espaço, habitualmente silencioso e convencional do Museu do Oriente, em Alcântara, foi perturbado, nos passados dias 13 e 14 de Junho, por um intenso frenesim. Instalações, performances, dança, conferências, corporizaram as apresentações públicas do “Pointe to Point –  6º Encontro de Dança Ásia-Europa”. As intervenções ocuparam todo o museu, desde os auditórios até ao foyer, corredores e pequenas salas, reconfigurando a arquitectura num labirinto de ambientes distintos.

O programa tinha como objectivo apresentar, de um modo descontraído e informal, o trabalho dos artistas participantes do encontro, que surpreenderam o público com propostas transdisciplinares, indicadoras de uma reflexão atenta sobre a possibilidade das diversas disciplinas exploradas, enquanto ferramentas de interrogação e crítica social.

As apresentações evidenciaram semelhanças entre  experiências individuais em culturas distintas, mas cada vez mais próximas, num mundo tendencialmente globalizado. Estranhamente, não foram difíceis de compreender as questões colocadas por Fhami Fadzil (Malásia), na sua performance “Wayang What?!”, onde aborda a noção de identidade numa paisagem social em transformação; nem tão pouco engrenar num processo de identificação com as dificuldades expressas por Nunu Kong (China), na sua palestra “How do I do What I do in and out of China” ou com as perplexidades de Daniel K. (Singapura), que em “Q&A (Full Piece Tentatively)” apresentou uma divertida estatística esclarecendo as expectativas de um “público em geral” relativamente aos espectáculos de dança contemporânea, parodiando a possibilidade de uma receita para o sucesso.

Destacaram-se as intervenções dos jovens artistas portugueses pelo carinho com que foram procuradas e recebidas pelo público. Teresa Prima apresentou o vídeo “Projecto B para Pointe to Point”, definido pela autora como uma busca pessoal da definição de beleza. Em “Holding A Tiger By The Tail (Or Life Is Not A Dress Rehearsal)”, Nuno Evangelista questionou a construção da memória e o seu papel na identidade de cada indivíduo.

Além dos eventos performativos, o espaço foi contaminado por três instalações permanentes. “Broadcasting Fagarazzi & Zuffellato



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