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EDP Novos Artistas 2011

Inaugurou dia 30 de Junho, no Museu da Electricidade, a nova exposição do Prémio Novos Artistas EDP 2011.

Criado em 2000, pela Fundação EDP, o Prémio EDP Novos Artistas pretende apoiar as Artes, nomeadamente artistas contemporâneos que surjam no panorama nacional. Assim, é dada uma possibilidade aos novos criadores, que expunham num contexto colectivo ou de forma individual, mas em espaços pequenos onde por vezes a questão da produção seria parca ou até mesmo inexistente. Para estes artistas, existe então a possibilidade de solidificarem a sua carreira, algo já verificado na maioria dos anteriores vencedores deste prémio.

Este é um prémio diferente, até mesmo na tipologia da exposição pois, para além de esta acontecer num espaço aberto, existe também a interacção dos próprios artistas, que expõem em conjunto.

Desde a quarta edição que a verba recebida tem posteriormente de ser justificada em projectos futuros.

Este ano temos um comissariado conjunto composto por Delfim Sardo, Nuno Crespo, comissários independentes e João Pinharanda, programador da Fundação EDP. Todos os trabalhos são seleccionados de um conjunto de obras enviadas pelos respectivos artistas.

Assim, os contemplados para esta fase final são:

Ana Manso Lisboa, 1984, com um trabalho centrado na Pintura;

André Trindade Lisboa, 1981, recorrendo à Escultura, Instalação e Vídeo;

Carla Filipe Aveiro 1973, que usa Fotografia, Instalação e Pintura;

Catarina Botelho Lisboa, 1981, Fotógrafa;

Catarina Dias Londres, 1979, com uma obra centrada no Desenho, Performance, Pintura;

João Serra Lisboa, 1976, Fotógrafo;

Nuno da Luz Lisboa, 1984, que recorre à Instalação, Vídeo;

Priscila Fernandes Coimbra, 1981, com propostas no campo da Instalação, Pintura e Vídeo;

Vasco Barata Lisboa, 1974, com Desenho, Fotografia e Instalação.

À entrada da exposição temos uma antecâmara, que nos separa do espaço expositivo, através de tiras de plástico amarelas, criando assim um ambiente mais intimista, como se atravessássemos o hall de uma casa, para sermos guiados para um novo espaço.

Falámos com Ana Manso, que indicou-nos apresentar um mural realizado durante a montagem da exposição, utilizando matérias como pigmentos, misturados em água, spray e tinta branca, sendo o resultado um painel orgânico que interage com as telas, por ela apresentadas. E também com João Serra, que apresenta o seu projecto das “Darshas”, estruturas arquitectónicas por si fotografadas, durante um período de dois anos, presenciando várias épocas do ano, numa zona da Rússia acima do círculo polar ártico. Apresenta também um vídeo contextualizador da obra.

A interacção protagonizada pela diferença de olhar entre os três comissários através da cor e dos materiais, permite-nos obter a junção de artistas com obras variadas entre si mas que depois no conjunto da exposição resultarão numa simbiose de obras no espaço.



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