SALA 1 – Burrocracia  – Fotografia de Mário Pires

Teatro Rápido – Outubro 2013

Depois do Regresso – tema do mês de Setembro, o Teatro Rápido (TR) sugere-nos o tema Excluídos, para Outubro. Com Lisboa a cheirar a castanhas assadas e a Outono, sugerimos uma visita até à Rua Serpa Pinto, 14, para conhecer quatro micropeças “todas diferentes, todas iguais”.

SALA 1 – Burrocracia +info 

A dramaturgia é de Luís F Soares e conta-nos uma história que podia ser a de qualquer um de nós. Isabel Mões é uma mulher, idosa, que falhou o prazo para a prova de vida e foi considerada oficialmente morta. Tudo isto no momento em que a sua família, o seu filho, protagonizado por João Ferrador, a pretende encaminhar para um lar de idosos, em vez de a acolher em sua casa. «Apresentamos as razões, sobretudo quando não as temos» – e que atire a primeira pedra quem nunca fez isto.

Burrocracia traz-nos pedaços de vida em que a angústia, a incerteza, o desamparo e as filas intermináveis das repartições públicas são apresentadas de uma forma nua e crua. Há lugar para a felicidade  e para a esperança, apesar de tudo – parece que “estar morto” poderá ser a melhor coisa da vida daquela mulher. O melhor é passar pela sala 1 e descobrir a razão de tal sentimento.

Da equipa fazem parte Ivo Almeida (vídeo) e Cátia Silveira (cartaz). A cenografia – exemplarmente caótica e bur(r)ocrátiva está a cargo de Vírgina Alves da Silva.

SALA 1 – Burrocracia  - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões: 18h00 | 18h30 | 19h00 | 19h30 | 20h00 – de quinta a segunda | M/12 | 3€

SALA 2 – O Arquivo +info 

Hugo Barreiros regressa aos “palcos” do TR com O Arquivo, depois de nos ter brindado com A Estrada em Setembro de 2012.

Em vez de três homens que se encontram numa estrada, encontramos um homem e uma mulher, fechados num arquivo, rodeados de livros. «Eles» fecharam-nos lá e a sua vida tornou-se num intervalo entre um livro e outro, entre um parágrafo e outro, entre uma personagem e outra. Estão condenados a ser paralelos ou perpendiculares a um arquivo, já que «eles» não sabem lidar com a sua maneira de ser oblíqua.

Gonçalo Brandão e Soraia Tavares asseguram a interpretação d’O Arquivo, que gostaríamos de ver crescer durante o mês de Outubro.

SALA 2 – O Arquivo - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões: 18h05 | 18h35 | 19h05 | 19h35 | 20h05 – de quinta a segunda | M/12 | 3€

 

SALA 3 – Monólogo Sem Título +info 

O texto é de Daniel Keene e foi traduzido por Pietro Romani: Monólogo sem título é uma produção CH4, que conta com a interpretação de Marc Xavier, a encenação de Mickaël Gaspar e a cenografia de Ângela dos Santos Rocha.

Marc é Matthew, um jovem que sai do campo para a cidade em busca de algo melhor: um trabalho, um emprego, uma oportunidade, uma troca de olhares com outra pessoa. Durante 15 minutos viajamos por vários espaços da sua vida: o quarto, uma sala de interrogatório, um bar e a sua própria cabeça. A cenografia permite-nos um olhar único durante toda essa viagem e é um elemento que, a par da encenação, muito nos surpreendeu.

«Eu gosto de estar rodeado de pessoas desde que não esteja sozinho», confessa Matthew, a dada altura. Mas estar com os outros implica tocar e deixar-se tocar: será que estamos preparados para isso?

SALA 3 – Monólogo Sem Título - Fotografia de Mário Pires

Horário das sessões: 18h15 | 18h45 | 19h15 | 19h45 | 20h15 – de quinta a segunda | M/16 | 3€ 

 

SALA 4 – Morrer na Praia +info 

Duas mulheres, um consultório de psiquiatria – ou será um gabinete de detectives? Uma dessas mulheres perdeu o marido e procura respostas. A outra faz perguntas e (também) procura respostas. Terá aquela mulher, Leonor,  enlouquecido? Terá perdido tudo? E o que significa esse tudo? E essas perguntas fazem sentidos ou são “só” perguntas estúpidas? Essas perguntas podem ter uma resposta? Afinal, o que aconteceu ao marido de Leonor, naquela praia?

Ana Lopes Gomes e Inês Veiga de Macedo dão corpo ao texto de Filipa Leal, que assegura a encenação. A cenografia e a fotografia estão a cargo de Miguel Bonneville e o cartaz é da responsabilidade de TeresaTypes.

SALA 4 – Morrer na Praia - Fotografia de Mário Pires
Horário das sessões: 18h20 | 18h50 | 19h20 | 19h50 | 20h25 – de quinta a segunda | M/12 | 3€

TEATRO RÁPIDO PARA A INFÂNCIA – OUTUBRO DE 2013

Aos sábados e aos domingos à tarde, o Teatro Rápido (TR) proporciona momentos para miúdos e graúdos. Durante o mês de Outubro é possível assistir ao trabalho de Isa Silva, A Lua que queria ser quadrada, que conta com a interpretação de  Rita Santana e Liliana Leite.

O projecto surgiu a partir de um conto onde a autora trabalhava, também, a parte da ilustração. Surgiu a ideia de resumir o conto, de o adaptar para o conceito de microteatro. Desde o cenário aos figurinos, Isa concebeu as palavras e as formas de um texto e das personagens que Rita e Liliana vestem durante “apenas” quinze minutos. Ambas as actrizes já tinham trabalhado juntas e têm cartas dadas no que ao teatro para a infância diz respeito.

A lua que queria ser quadrada fala-nos de uma lua que deseja ser diferente  e do seu caminho até conseguir ser quadrada. Pelo meio encontra algumas personagens – também elas com características muito diferentes do que poderíamos esperar – que a inspiram e lhe dão motivação para não desistir. Parece que a imaginação e o pensamento nos podem levar muito longe – para descobrir, basta dar um pulo até à sala 4.

A música está a cargo de Radiosilis.

SALA 4 – A Lua Que Queria Ser Quadrada - Fotografia de Isa Silva

SALA 4 – A Lua Que Queria Ser Quadrada +info

Horário das sessões:  15h00 | 15h30 | 16h00 – Sábados e Domingos | M/4 | 3€

 



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