Teenage Millionaire

Jesus Superstar de volta?

Uma mistura entre hip-hop, cultura urbana e religião… O resultado? Teenage Millionaire.

À primeira impressão esta fusão pode parecer um pouco caótica e sem qualquer sentido. Mas quando estes três aspectos se tornam a base de uma colecção de roupa e acessórios a coisa até começa a bater certo.

Tudo começou em 2002 quando dois jovens iluminados de Los Angeles (pegando na auto-definição dos mesmos), Doug Williams e Chris Hoy, decidiram seguir o espírito empreendedor do punk, convidar uns quantos artistas locais para fazer uns esboços e transformá-los em t-shirts. A moda pegou e, a partir daí, a frase “Jesus is my Homeboy”, a mais conhecida da marca, já foi vista um pouco por todo o lado inclusive em pseudo-celebridades, como Pamela Anderson, Ashton Kutcher ou Madonna.

O sucesso da marca não se ficará a dever simplesmente aos seus próprios méritos. Desde o ano passado, com a estreia do filme “A paixão de Cristo”, de Mel Gibson, que parece ter-se instaurado uma verdadeira febre por roupa e acessórios com pequenas alusões à religião. Doug Williams e Chris Hoy não são alheios a este facto e aproveitam para ironizá-lo de uma forma bastante original no seu site: “Temos a certeza de que o sucesso do seu (Mel Gibson) filme se deve em grande parte à nossa reinterpretação desta clássica iconografia, mas não vamos ficar à espera que chegue até nós uma parte dos seus lucros”.

O aproveitamento da cultura urbana pelos estilistas não é recente. Marcas como a We International ou a Boxfresh, entre inúmeras outras, já o haviam feito. No entanto, bastou juntar uma boa dose de ironia às imagens de Jesus Cristo ou da Virgem Maria, bem como de conhecidas figuras do hip-hop dos anos ’80, para a Teenage Millionaire rapidamente se tornar um caso de sucesso. Chris Hoy, um dos sócios, diz que a marca californiana se limitou a olhar para ícones populares do século XX e que Jesus apareceu no topo das referências. Nada mais simples.

Outras das t-shirts da marca ostentam frases como “Go Fish” e o símbolo judaico do peixe ou “Mary is my Homegirl”. O que não acontece sem polémica num país que se diz pudico como os Estados Unidos da América. Apesar das frases não insinuarem nada mais do que boa disposição e uma atitude relaxada face à religião, inúmeras vozes já vieram a público afirmar que existem outras formas de demonstrar a sua devoção. No entanto, o que se passa é que ninguém veste estas roupas para gritar ao mundo que é religioso, mas simplesmente porque é moda.

Nos últimos três anos, a Teenage Millionaire já vendeu mais de um milhão de t-shirts e alargou o seu leque de produtos, não se limitando agora à produção de T-shirts e bonés. No site da marca, podemos conhecer a última linha feminina da marca, bem como toda a gama de acessórios que tem para oferecer.



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